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Modus operandi semelhante em casos diferentes. Cruzamento de dados permitiu que polícia descobrisse criminoso responsável por ao menos nove estupros

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Perita Grasiela Disegna atuou no caso de homem que estuprou ao menos nove mulheres na Capital — Foto: Divulgação/IGP RS

‘Foi uma percepção que tive e fui atrás’, diz perita sobre investigação de série de estupros em Porto Alegre, Grasiela Disegna conta como percebeu.

Uma série de elementos encontrados em diferentes cenas de crime fez com que a perita criminal Grasiela Disegna, do Instituto Geral de Perícias do RS (IGP-RS), percebesse que uma mesma pessoa era a responsável por todos eles.

Em conjunto com diferentes delegacias da Capital, o esforço de investigação resultou na prisão, no último dia 16, de um homem de 44 anos, por ao menos nove estupros, cometidos ao longo de dois anos, na Zona Sul de Porto Alegre.

“Ele roubava e estuprava mulheres no local de trabalho delas. Uso de faca, mãos amarradas. Esperava um momento em que estivessem sozinhas. E normalmente trancava no banheiro. Atuava na Zona Sul de Porto Alegre”, resume a perita.

As coincidências levaram a um estudo, feito pela perita em conjunto com o colega Anderson Morales, de perfis de vítimas e de outras ocorrências semelhantes. “Destes locais [de crimes], dois tiveram atendimento de local pelo IGP”, comenta a perita.

Esse esforço, explica Grasiela, é incomum, pois envolve cruzamento de dados de diferentes casos. “Não é prática da perícia. Foi uma percepção que tive e fui atrás”, afirma.

O primeiro caso analisado pela perita foi em dezembro de 2019. Segundo o IGP, Grasiela percebeu que as característica eram similares a outro caso, atendido em fevereiro.

 

 

 

FONTE G1 RS

 

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