Mundo
Milei: a vitória da mudança sobre o medo

Em apenas alguns anos, Javier Milei deixou de ser um economista que atraiu a atenção em programas de TV com suas ideias libertárias para se tornar o novo presidente eleito da Argentina.
O próprio Milei definiu sua ampla vitória no segundo turno presidencial no domingo (19/11) como um “milagre”, com 55,7% dos votos contra 44,3% do partido governista representado por Sergio Massa, com 99% da contagem concluída.
“Obrigado à equipe que trabalha há dois anos para transformar a Argentina e realizar o milagre de ter um presidente liberal libertário”, disse Milei no discurso após a vitória.
Sem ter experiência governamental, o presidente eleito sagrou-se vencedor como líder de um novo partido chamado La Libertad Avanza, que inclui vários “forasteiros” — como ele próprio diz — e prevaleceu sobre a força que dominou a política argentina durante décadas: o peronismo.
1. A crise econômica
A Argentina atravessa uma grave situação econômica e social. Duas em cada cinco pessoas vivem na pobreza e a taxa de inflação anual atingiu 143% em outubro.
O analista político argentino Rosendo Fraga aponta que esta é a terceira grande crise do tipo que o país vive desde que restaurou a democracia há 40 anos, depois da hiperinflação que antecipou o fim do governo de Raúl Alfonsín em 1989 e da crise social que provocou a queda do presidente Fernando de la Rúa em 2001.
“Milei surge como uma alternativa onde os aspectos econômicos e sociais são ainda piores do que nas duas oportunidades anteriores”, disse Fraga à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC para a América Latina.
A importância desta crise nas eleições aumentou desde que Massa foi nomeado como candidato oficial enquanto era o Ministro da Economia do país.
Mesmo assim, Massa surpreendeu ao ser o candidato mais votado no primeiro turno, realizado em outubro.
Mas, durante a campanha para o segundo turno, foi impossível para Massa esconder os desequilíbrios enfrentados pela Argentina, que incluíram alguns dias de escassez de combustível — Milei aproveitou o fato para afirmar que este era um “cartão postal do futuro” se o peronismo permanecesse no poder.
Neste contexto, a maioria dos eleitores inclinou-se para a mudança drástica proposta pelo libertário, que inclui dolarizar a economia, fechar o Banco Central e cortar os gastos públicos em 15% do PIB.
2. O discurso de ruptura
Além das promessas de liberalização econômica, Milei utilizou um discurso anti-establishment, com duras críticas ao que chama de “casta política”.
“Desde seu surgimento na esfera pública, quando foi eleito deputado, Milei conseguiu se diferenciar com uma narrativa política muito diferente, de confronto do sistema”, analisa o cientista político argentino Sergio Berensztein.
“São os famosos candidatos antiestablishment que temos visto em diferentes partes do mundo: os mais conhecidos são obviamente Donald Trump (nos Estados Unidos), ou Jair Bolsonaro (no Brasil)”, acrescenta.
“Milei pode juntar-se a esse movimento global, onde há uma reação à ordem estabelecida.”
Esse discurso de ruptura permitiu ao presidente eleito argentino atrair eleitores cansados do atual governo e da classe política, apesar da incerteza e do medo que as propostas de Milei causam em muitos outros.
Milei empolgou especialmente os jovens, que foram um pilar fundamental de sua vitória.
Diferentes pesquisas durante a campanha mostraram que, quanto menor a idade dos eleitores entrevistados, mais crescia o apoio a Milei.
3. O apoio da centro-direita antiperonista
Durante décadas, a divisão básica da política argentina foi entre peronistas e antiperonistas. E Milei baseou sua vitória no segundo grupo.
Para isso, foi importante o apoio que recebeu no segundo turno de dois líderes da coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança: o ex-presidente Mauricio Macri e a ex-candidata presidencial Patricia Bullrich, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno disputado em outubro.
Na verdade, os 14,5 milhões de votos que Milei recebeu no domingo (19/11) representam um aumento de cerca de 6,4 milhões de votos em relação ao número que ele obteve nas eleições gerais, com um nível de participação eleitoral semelhante.
O libertário também venceu em 21 dos 24 distritos eleitorais — ele ganhou em 20 províncias e na Cidade Autônoma de Buenos Aires —, enquanto o peronismo manteve a província de Buenos Aires como um bastião.
Com o endosso que Macri e Bullrich deram a Milei logo após o fim do primeiro turno, ele atenuou as críticas à “casta política” em geral e concentrou-se em difamar o Kirchnerismo.
Este setor do peronismo, liderado pela atual vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner, que governou o país entre 2007 e 2015, esteve envolvido em vários escândalos — que incluem uma condenação por corrupção contra ela própria em dezembro de 2022.
Na busca por votos de centro-direita e de antiperonistas para o segundo turno, Milei também reduziu o uso de uma serra elétrica, que ele costumava brandir como símbolo de seus planos drásticos de cortes.
Nos debates que teve com Massa durante o segundo turno, Milei usou um tom mais comedido do que em outros momentos da campanha, a tal ponto que muitos se perguntaram por que ele evitou atacar o rival de forma mais dura.
“O que ele tentou foi não parecer emocionalmente instável. E ele conseguiu”, explica Berensztein.
“Moderação tem a ver com uma lógica de segundo turno”, acrescenta ele.
“Porém, uma vez eleito o presidente, a agenda dele não tem nada a ver com moderação.”
Fonte: BBC
Mundo
Justiça determina que governo Trump recontrate dezenas de milhares de funcionários

Dois juízes dos Estados Unidos ordenaram que agências federais reintegrassem dezenas de milhares de trabalhadores em estágio probatório que foram demitidos em 19 agências como parte da iniciativa de enxugamento do governo do presidente Donald Trump.
Um dos juízes, James Bredar, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, também restringiu temporariamente o governo de realizar quaisquer “reduções de força de trabalho” planejadas nas 18 agências afetadas por sua ordem. Isso inclui um corte planejado que o Departamento de Educação anunciou esta semana, que o deixaria com cerca de metade da equipe que tinha quando Trump assumiu o cargo.
Juntas, as decisões formaram um amplo, ainda que temporário, alívio para funcionários em grande parte do governo, incluindo grandes agências como os Departamentos de Defesa, Tesouro, Assuntos de Veteranos e Interior. E elas representaram a mais significativa resistência judicial até agora contra os esforços de Trump e Elon Musk para cortar a força de trabalho federal.
A ordem do juiz Bredar, na quinta-feira à noite (13), seguiu uma semelhante no início do dia do juiz William H. Alsup, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O juiz Alsup concluiu que a demissão de trabalhadores em estágio probatório pelo governo Trump foi essencialmente feita ilegalmente por decreto do Gabinete de Gestão de Pessoal, o braço de recursos humanos do governo. Somente as próprias agências têm amplos poderes de contratação e demissão, disse Alsup.
O juiz da Califórnia ordenou que o Tesouro e os Departamentos de Assuntos de Veteranos, Agricultura, Defesa, Energia e Interior cumprissem sua ordem e se oferecessem para reintegrar quaisquer funcionários em estágio probatório que tivessem sido indevidamente demitidos. Alsup acrescentou que estava aberto a expandir sua decisão mais tarde para aplicar a outras agências onde a extensão dos danos não tivesse sido tão completamente documentada.
A decisão do juiz Bredar, em um processo aberto há uma semana por 19 procuradores-gerais estaduais, também se aplicava a todas essas agências, exceto o Departamento de Defesa, junto com outras 13. Embora ele tenha ordenado que os trabalhadores em estágio probatório fossem reintegrados, ele disse que isso poderia incluir licença administrativa remunerada.
Alegação “frívola”
Nenhuma das ordens foi uma decisão final no caso. A decisão do juiz Alsup foi uma liminar (provisória), com a intenção de permanecer em vigor enquanto o caso é julgado e uma decisão final é proferida. A decisão do juiz Bredar é ainda mais curta, apenas uma medida de duas semanas com o objetivo de pausar quaisquer cortes mais drásticos nessas agências enquanto o processo se desenrola.
O juiz Bredar disse em sua longa decisão que a alegação do governo de que as demissões dos funcionários em estágio probatório foram por justa causa, e não uma demissão em massa, “beira o frívolo”. O juiz Alsup, em uma audiência na quinta-feira anterior, concluiu praticamente o mesmo e deixou claro que achava que a maneira como o governo Trump demitiu os trabalhadores em estágio probatório era uma “farsa”.
Nesse caso, os sindicatos de funcionários federais contestaram a legalidade de como essas agências haviam demitido trabalhadores em estágio probatório. Os sindicatos, argumentando que esses trabalhadores haviam sido envolvidos em um esforço maior de Trump e Musk, que lidera a iniciativa conhecida como Departamento de Eficiência Governamental, para devastar arbitrariamente o governo federal e desmoralizar seus funcionários, estavam buscando uma liminar.
Fonte: O Sul.
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Papa Francisco completa um mês de internação; entenda quadro de saúde

O papa Francisco passou mais uma noite tranquila, segundo informou a Santa Sé sobre o estado de saúde do pontífice nesta sexta-feira (14). O argentino de 88 anos foi levado em 14 de fevereiro ao Hospital Gemelli, em Roma para tratar de uma pneumonia bilateral e completa agora um mês de internação.
Na tarde dessa quinta-feira (13), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição. Jorge Mario Bergoglio foi eleito na quinta votação do conclave de 2013, convocado após a renúncia do papa Bento XVI.
Também à tarde, ele participou dos exercícios espirituais para a Cúria Romana em conexão de vídeo com a Sala Paulo VI.
Em seguida, Francisco retomou a terapia respiratória. “Francisco continua alternando a ventilação mecânica não invasiva à noite com oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais usadas durante o dia”, disse, na quinta-feira, o Vaticano.
No mesmo dia, também foram entregues ao pontífice centenas de mensagens de crianças e jovens enviadas ao Vaticano por escolas, associações e instituições religiosas.
Fonte: O Sul.
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