Saúde

Menino do RS recebe dose do remédio mais caro do mundo após batalha judicial pela AME

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Foto: Aquivo Pessoal e Divulgação

Gabriel Carvalho Zamboni, um garoto de 2 anos residente em Tapejara, no Norte do Rio Grande do Sul, finalmente teve um desfecho positivo em sua luta pela vida. Após uma intensa batalha judicial para garantir o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME), Gabriel recebeu com sucesso a aplicação do Zolgensma, medicamento considerado o mais caro do mundo, custando R$ 6 milhões.

O procedimento, aguardado ansiosamente pela família, foi realizado na sexta-feira (22) em um hospital de Curitiba, no Paraná. O momento representa não apenas o alívio para os pais, mas também a esperança de um futuro mais promissor para Gabriel.

“Estamos muito felizes sabendo agora que o Gabriel vai conseguir se desenvolver. Ele vai ter condições de se tornar uma criança independente. Estamos vivendo um milagre diário”, compartilhou Cassiana Alvina Carvalho, mãe de Gabriel, em entrevista ao g1.

Após a aplicação do Zolgensma, Gabriel não apresentou grandes efeitos colaterais, o que trouxe um alívio adicional para a família. Ele passará por exames de acompanhamento nos próximos dias, com expectativas positivas para sua recuperação.

O Zolgensma é conhecido por sua capacidade de reverter mais de 90% dos casos de AME, uma doença genética rara que afeta a produção de uma proteína fundamental para o desenvolvimento dos neurônios responsáveis pelos movimentos.

Gabriel foi diagnosticado com AME em maio de 2023, e desde então sua família travou uma verdadeira luta na busca por tratamento adequado. A batalha judicial durou cerca de dez meses, culminando na aplicação do medicamento na última sexta-feira.

O custo do tratamento, que chega a aproximadamente R$ 28 mil, foi um desafio adicional para a família, que precisou investir suas economias para garantir o cuidado necessário a Gabriel. A Advocacia-Geral da União (AGU) está analisando possíveis recursos judiciais e a família buscará reembolso dos valores investidos.

Agora, com o tratamento iniciado, Gabriel e sua família aguardam ansiosamente por um futuro mais promissor, livre das limitações impostas pela AME.

Fonte: G1

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