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Medicamento inédito para câncer de pulmão aumenta em 7 anos a sobrevida de pacientes

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Foto: Pixabay

Em um avanço notável na luta contra o câncer de pulmão, um medicamento inédito mostrou resultados surpreendentes, aumentando a sobrevida dos pacientes em até sete anos. O Lorlatinib, parte integrante do tratamento contra o câncer de pulmão, demonstrou impedir o avanço do tumor por um período sem precedentes na história da medicina.

Segundo médicos e cientistas envolvidos no projeto, os resultados obtidos representam um marco significativo no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas, a forma mais comum da doença.

“Estes resultados são verdadeiramente sem precedentes até onde sabemos”, afirmou o Dr. Benjamin Solomon, principal autor do estudo e oncologista do Peter MacCallum Cancer Center, na Austrália.

O estudo, que envolveu 296 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado, revelou que 60% dos pacientes tratados com Lorlatinib ainda estavam vivos e sem progressão da doença após cinco anos. Um dado particularmente impressionante é que cerca de 25% dos participantes já apresentavam metástase cerebral no início do estudo.

O Lorlatinib, assim como o Crizotinib, é um inibidor da tirosina quinase ALK (TKIs), utilizado como tratamento direcionado que ataca uma proteína específica encontrada nesse tipo de câncer. No entanto, o Lorlatinib demonstrou ser muito mais eficaz a longo prazo.

“Apesar dos avanços significativos com a nova geração de ALK TKIs, a maioria dos pacientes tratados com essas drogas de segunda geração tem progressão da doença dentro de três anos”, explicou o Dr. Benjamin.

A Dra. Julie Gralow, diretora médica da ASCO, destacou a diferença marcante entre os medicamentos, afirmando que “sessenta por cento de sobrevida livre de progressão em cinco anos no câncer de pulmão de células não pequenas é algo inédito”.

Esses resultados promissores representam uma esperança renovada para pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes e prolongados que podem melhorar significativamente a qualidade de vida e a sobrevida desses pacientes.

Fonte: Só notícia boa

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