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Maconha vicia? É menos prejudicial que o cigarro?
O Supremo Tribunal Federal (STF) considera que portar até 40 gramas de maconha não é crime, diferenciando um usuário de um traficante. A seguir, esclarecemos mitos e verdades sobre a droga com base em explicações médicas.
Maconha pode queimar neurônios?
Mito – Não há evidências de que a maconha queime neurônios, segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. No entanto, a droga afeta o sistema nervoso central, podendo causar danos com uso recreativo. Em jovens, o consumo de maconha pode prejudicar o desenvolvimento do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela tomada de decisões.
Maconha pode viciar?
Verdade – A maconha pode viciar, embora tenha um menor potencial de risco em comparação com outras drogas. O THC, substância psicoativa da cannabis, afeta o sistema que regula humor, apetite e memória, levando à tolerância com uso repetido. Fatores genéticos, ambientais e comportamentais podem aumentar o risco de vício.
Maconha é “porta de entrada” para outras drogas?
Mito – Não há evidências de que a maconha cause reações químicas que levem ao uso de drogas mais fortes. O risco de avançar para outras drogas está mais relacionado a fatores sociais do que ao impacto químico da maconha.
O efeito de fumar maconha é o mesmo para todos?
Mito – O efeito da maconha varia de pessoa para pessoa, dependendo do metabolismo de cada um, assim como ocorre com o álcool.
O cigarro é mais prejudicial que a maconha?
Verdade – O cigarro tem um potencial de vício e de morte maior que a maconha. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, enquanto não há casos de morte diretamente associados ao uso de maconha. A nicotina vicia 90% dos usuários, enquanto a maconha tem um risco de vício de 9%.
A maconha recreativa e medicinal são a mesma coisa?
Mito – A maconha recreativa geralmente é fumada, enquanto a medicinal é usada em formas como óleos, pomadas e extratos. A cannabis medicinal é utilizada para tratar condições como epilepsia, Parkinson e dores crônicas, com dosagens e composições controladas para garantir segurança e eficácia.
Considerações Finais
- Maconha Recreativa: Fumada ou ingerida de outras formas, com níveis de THC não controlados.
- Maconha Medicinal: Usada sob supervisão médica, com doses controladas de THC e outros canabinoides, garantindo segurança no tratamento de diversas condições médicas.
Fonte: Jornal o Sul