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Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro: veja o desempenho do PIB nos últimos governos
O Produto Interno Bruto (PIB), que representa o total de bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2023, em comparação com o primeiro trimestre do ano, já ajustado sazonalmente, segundo o IBGE nesta terça-feira. Esse foi o melhor resultado trimestral desde o final de 2020, quando a economia brasileira avançou 3,7%, ainda em recuperação dos impactos causados pela pandemia de Covid-19.
Durante o início da pandemia, em 2020, o Brasil e diversos países adotaram medidas de lockdown para conter a disseminação do coronavírus, o que resultou em uma retração econômica significativa, seguida por uma forte recuperação.
Desempenho do PIB ao longo dos governos:
- Lula (2003-2006): O PIB apresentou crescimento consistente. Em 2003, o aumento foi de 1,1%, seguido por fortes altas de 5,7% em 2004, 3,2% em 2005 e 4,0% em 2006.
- Lula (2007-2010): A economia manteve o ritmo, com crescimento de 6,1% em 2007 e 5,2% em 2008. Contudo, a crise financeira global de 2009 levou a uma leve retração de -0,1%. Em 2010, o PIB voltou a crescer fortemente, com alta de 7,5%.
- Dilma (2011-2014): O primeiro mandato de Dilma Rousseff teve resultados mais modestos, com crescimento de 4% em 2011, 1,9% em 2012, 3,0% em 2013 e apenas 0,5% em 2014.
- Dilma (2015-2016): No segundo mandato, o Brasil entrou em uma recessão profunda, com quedas de -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016.
- Temer (2016-2018): Após o impeachment de Dilma, o governo de Michel Temer implementou medidas de austeridade. O PIB cresceu 1,3% em 2017 e 1,8% em 2018.
- Bolsonaro (2019-2022): Em 2019, o crescimento foi de 1,2%, mas a pandemia de Covid-19 causou uma queda de -3,9% em 2020. A economia se recuperou em 2021, com alta de 4,6%, e desacelerou para 2,9% em 2022.
Ranking de crescimento:
O desempenho do PIB brasileiro no segundo trimestre de 2023 colocou o país na segunda posição de um ranking de 53 economias que já divulgaram seus resultados no período, segundo levantamento da Austin Rating. O Peru liderou o ranking, com crescimento de 2,4%, seguido por Brasil, Arábia Saudita e Noruega, todos com alta de 1,4%.
Os Estados Unidos, maior economia global, registraram um crescimento de 0,7%, assim como a China. Entre os países latino-americanos, além de Peru e Brasil, o México ficou na 12ª posição, com uma expansão de 0,2%.
Foto: Jornal o Sul