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Lula destrava PEC, apoiará Lira para presidência da Câmara

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Como esperado, a chegada do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília destravou a transição. Nesta segunda-feira (28), o relator do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI) protocolou o aguardado texto da PEC (proposta de emenda à Constituição) que fura o teto de gastos para bancar as promessas de campanha, em especial, o Bolsa Família.

Para tramitação da PEC são necessárias 27 assinaturas de senadores. A análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começa em breve, assim que as assinaturas forem obtidas.

Nos bastidores, como era de se esperar de Lula, ao comandar as negociações diretamente em Brasília, é de que a proposta chegasse ao Senado alinhavada com o ponto final, a ser dado nesta terça-feira (29), com o apoio do PT à reeleição de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara.

Com isso, Lula estará evitando guerra em nome da governabilidade. Havia essa expectativa já há duas semanas, mas não se sabia qual exatamente seria a participação do PT na mesa diretora e na disputa por comissões – fundamentais para fazer avançar propostas do presidente eleito ao longo do mandato. Com o apoio à reeleição de Lira – e a garantia de que o PT não irá indicar candidato à presidência da Câmara -, Lula evita o fantasma de Dilma Rousseff – ao menos por enquanto.

Lula, tudo indica, se alia a Lira e ao PP, partido que fez de tudo para derrotar sua candidatura Brasil afora, em nome da governabilidade.

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