Agro

Levantamento projeta recorde de safra no RS após dois anos de estiagem

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Luciano Schwerz / Emater/RS-Ascar/Divulgação

Depois de duas safras frustradas pela estiagem, o Rio Grande do Sul volta a ter potencial de colheita de verão recorde. Com condições de lavouras favoráveis ao desenvolvimento da soja nas regiões produtoras, a expectativa é de que o grão — principal cultura da temporada, supere 23 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2023/2024, estabelecendo nova marca de produção no Estado.

A projeção é da Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL), elaborada com dados das 21 cooperativas parceiras da rede, e representa quase uma reviravolta para a cultura. As chuvas intensas provocadas pelo El Niño atrasaram o início da semeadura, trazendo incertezas quanto ao desenvolvimento das plantas. A taxa média de replantio, segundo o levantamento, foi de 2,6% nas cooperativas.

O atraso, no entanto, pouco deve impactar no resultado final da produção. Desde o estabelecimento das lavouras, o regime de chuvas vem contribuindo para o bom desenvolvimento da soja. Mas a confirmação das expectativas depende da continuidade deste cenário, lembra o gerente de pesquisa e tecnologia do grupo CCGL e coordenador da RTC, Geomar Corassa. Os meses que se seguem até a colheita são definitivos para isso:

— Temos ainda o mês de fevereiro pela frente, que será bastante importante porque grande parte das lavouras estarão em fase reprodutiva, assim como março será relevante para as plantações tardias.

 

Com informações GZH e Grupo Sepé.

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