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Justiça anula pedido de prisão de Gusttavo Lima
A Justiça de Pernambuco revogou, nesta terça-feira (24/9), o pedido de prisão do cantor Gusttavo Lima. A decisão foi tomada pelo desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, conforme reportado pela Folha de S.Paulo. Além de anular a ordem de prisão, o magistrado suspendeu a restrição ao passaporte do cantor e outras medidas cautelares.
De acordo com Maranhão, as justificativas para a prisão preventiva e as medidas cautelares eram “ilações impróprias e considerações genéricas”. A prisão de Gusttavo Lima havia sido decretada um dia antes, no contexto da operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração de jogos de azar. A operação já havia resultado na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e outros envolvidos.
A Polícia Civil não deu detalhes sobre o pedido de prisão, que está em segredo de Justiça. Conforme o portal Jornal do Commercio e o jornal O Globo, o cantor teria deixado o Brasil no dia da ordem de prisão, viajando em um avião particular com a família para Miami.
Fontes da Polícia Federal informaram à colunista Raquel Landim, do portal UOL, que Gusttavo Lima chegou a ser incluído na lista de procurados em portos e aeroportos brasileiros, caso retornasse ao país enquanto o mandado de prisão estivesse em vigor.
Nesta terça-feira, Deolane Bezerra e outros 17 investigados foram libertados após o Tribunal de Justiça de Pernambuco aceitar um pedido de habeas corpus. Em nota, a defesa de Gusttavo Lima afirmou que o pedido de prisão era “totalmente contrário aos fatos já esclarecidos” e que a inocência do cantor será provada. O comunicado reforça que Gusttavo Lima “jamais seria conivente com qualquer ato contrário à lei” e nega qualquer envolvimento dele ou de suas empresas na operação policial.
Motivos da Prisão de Gusttavo Lima
O pedido de prisão de Gusttavo Lima foi feito pela juíza Andrea Calado da Cruz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, a partir de um requerimento da Polícia Civil. A justificativa incluía a relação próxima do cantor com investigados e movimentações financeiras suspeitas. A juíza argumentou que Gusttavo Lima estaria acobertando foragidos e que a Balada Eventos e Produções LTDA, empresa da qual ele é sócio, estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro.
Além da prisão, a Justiça já havia bloqueado R$ 20 milhões em bens da empresa do cantor. A Balada Eventos teria vendido um avião para uma das empresas investigadas no esquema de lavagem. A defesa do cantor negou qualquer envolvimento e afirmou que as acusações são infundadas.
Quando Gusttavo Lima foi relacionado à investigação, ele se manifestou publicamente, negando envolvimento e criticando os excessos cometidos pelas autoridades. Ele também se defendeu ao ser associado à empresa Vai de Bet, afirmando que sua ligação com a marca era exclusivamente contratual e de uso de imagem, sem participação no esquema investigado.
Operação Integration
A operação que levou à prisão de Deolane Bezerra apura a suspeita de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais pela internet. As casas de apostas, como a Esportes da Sorte, são vistas como ferramentas para disfarçar a origem de dinheiro ilícito. A operação mobilizou a Polícia Civil de Pernambuco e outros quatro Estados, resultando em prisões e apreensões.
A defesa de Deolane Bezerra e da casa de apostas negam envolvimento em atividades criminosas e se colocaram à disposição das autoridades para esclarecimentos. Em depoimento, Deolane afirmou que recebia dinheiro da Esportes da Sorte por contratos de publicidade, mas negou qualquer participação em crimes.
Fonte: BCC News