A jovem cearense Sabrina Gomes, de 24 anos, que sofreu uma mudança drástica na cor da pele devido a um tumor raro, aguarda uma melhora em seu quadro de saúde para iniciar um tratamento com um medicamento que conseguiu na Justiça. Este medicamento, que custa em média R$ 32 mil, pode ser crucial para o seu tratamento.
No início de novembro, Sabrina passou por duas cirurgias para tratar complicações causadas pelo tumor. Ela saiu da UTI na última sexta-feira (8) e foi transferida para o Instituto do Câncer do Ceará. Atualmente, a equipe médica está avaliando quando ela estará fisicamente apta para receber o lutécio radioativo, um medicamento que pode estabilizar e até eliminar o tumor. A aplicação do medicamento depende de uma melhora no estado de saúde dela.
Sabrina foi diagnosticada com um timoma, um tumor raro no tórax, que levou ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing. Juntos, esses problemas causaram a alteração da cor da pele, além de hipertensão, dificuldades respiratórias, insuficiência renal e distúrbios metabólicos. Devido ao diagnóstico, ela precisou abandonar os estudos para se dedicar ao tratamento.
Sabrina já passou por três sessões de quimioterapia, radioterapia e cinco cirurgias. A última foi realizada em 2 de novembro para desobstruir a traqueia, que estava sendo comprimida pelo tumor. Atualmente, o tumor no tórax tem 17 centímetros.
A família de Sabrina espera que o tratamento não só cure a doença, mas também permita que ela retome seus sonhos, como estudar Medicina, viajar de avião e ir a shows de cantores como Bruno Mars.
O tumor no tórax dela produz o hormônio ACTH, que, em excesso, levou ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing. Essa condição provoca hipertensão arterial, acúmulo de gordura, fadiga e dificuldade de cicatrização.
Para que a condição da cor da pele de Sabrina melhore, é necessário que o tumor reduza de tamanho, o que depende do sucesso do tratamento com lutécio. Desde o diagnóstico em 2015, Sabrina abandonou os estudos e luta contra a doença.
Cronologia da Doença:
- 2015: Aos 15 anos, Sabrina começou a sentir os primeiros sintomas do tumor.
- 2015-2017: Passou por duas cirurgias para retirada do nódulo no Hospital Infantil Albert Sabin.
- 2018: Ao completar 18 anos, foi atendida no Hospital Universitário Walter Cantídio, onde foi diagnosticada com Síndrome de Cushing.
- 2020: Notou o início do escurecimento da pele.
- 2022: Passou por uma adrenalectomia, que acelerou o escurecimento da pele.
- 2024: Realizou radioterapia e nova cirurgia para drenar o pericárdio e alargar a traqueia.
A equipe médica espera que o tratamento com lutécio traga melhorias significativas para a saúde e a qualidade de vida de Sabrina.
Fonte: G1