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Insônia, ansiedade, tristeza e vergonha: o impacto do endividamento na saúde mental dos brasileiros

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Insônia, falta de concentração, ansiedade, constrangimento e tristeza são alguns dos impactos emocionais experimentados pela maioria dos endividados no Brasil, conforme uma pesquisa divulgada pela Serasa em novembro de 2023. Especialistas alertam que esses reflexos do acúmulo de contas em atraso podem agravar problemas de saúde mental, prejudicar relações pessoais e afetar o desempenho no trabalho. No entanto, há diferentes formas de contornar essa situação, seja buscando ajuda psicológica ou financeira.

Na sexta edição da pesquisa Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro, 90% dos entrevistados relataram sentir vergonha por ter contas em atraso, 86% enfrentaram dificuldades para dormir devido às preocupações com dívidas, e 59% sentiram muita tristeza e medo do futuro. Os principais sinais de alerta incluem alterações no sono e pensamentos ruminativos.

Desânimo, irritabilidade e sentimento de culpa, quando manifestados de forma excessiva, também indicam que o endividamento está afetando a saúde mental. Nesse cenário, a terapia cognitivo-comportamental pode ser especialmente útil, principalmente no controle da impulsividade, característica comum entre os endividados.

Segundo a pesquisa da Serasa, 73% das pessoas com contas em atraso tiveram dificuldades de concentração no trabalho, e 61% sentiram que as dívidas prejudicaram seus relacionamentos com familiares, amigos e parceiros.

Outros comportamentos decorrentes da incapacidade de arcar com as contas incluem isolamento social e privação de momentos de lazer, afetando a qualidade de vida. Por isso, é fundamental buscar apoio de familiares e pessoas de confiança, além de atendimento médico e psicológico. Uma escuta especializada pode ajudar no autoconhecimento, no gerenciamento das emoções, no desenvolvimento de novas percepções e forças para enfrentar os desafios diários.

Fonte: GZH

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