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Inpe oferece curso online de introdução à astronomia e astrofísica

Público-alvo são professores e divulgadores de ciência

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Os corpos celestes, como estrelas, planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas e galáxias, e os fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra estão entre os temas do 21ª Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica (CIAA, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Com atividades online, o curso será realizado nos dias 9, 11, 13, 16, 18 e 20 de agosto deste ano e as inscrições podem ser feitas até o próximo dia 20 de junho na página do Inpe na internet. O curso é gratuito.

O CIAA 2021 é online e é dirigido a professores do ensino fundamental e médio ligados à área de ciências, de disciplinas como física, química, biologia, matemática, geografia e história, assim como a estudantes universitários a partir do terceiro ano de graduação em ciências exatas. Outros profissionais ligados diretamente à área de educação e divulgação de ciências também são incentivados a participar. O curso deste ano tem também o objetivo de receber participantes de países de língua portuguesa.

Além de abordar a astronomia do dia a dia, o curso abrange sistema solar, estrelas, galáxias, cosmologia, astrobiologia, astrofísica de altas energias e ondas gravitacionais, informa o pesquisador André de Castro Milone, mestre em astronomia pela Universidade de São Paulo (USP).

“Os dois primeiros temas estão diretamente ligados à Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC, MEC 2018) e foram também incluídos na grade de conteúdos do ensino fundamental. Astronomia no dia a dia engloba os tópicos dias e noites, estações do ano, calendário solar, fases da lua, eclipses da lua e do sol e marés dos oceanos. Sistema Solar abrange introdução histórica, sol, planetas e corpos menores, dinâmica, formação e outros sistemas planetários”.

Segundo Milone, na versão presencial do curso, haveria oficinas temáticas com atividades que podem ser aplicadas no processo ensino-aprendizagem formal, tais como relógio de sol equatorial portátil e determinação dos pontos geográficos, sistema solar em escala, cores das estrelas, universo em expansão, campos magnéticos do sol e medidas da radiação luminosa. “Contudo, em 2021, não ofereceremos tais oficinas temáticas, as quais ilustram atividades didático-científicas práticas.”

Neste ano, pela primeira vez, os inscritos no curso poderão participar de mesas-redondas sobre questões diversas envolvendo o ensino de astronomia e o ensino remoto. “Haverá oportunidade para breves relatos de experiências de ensino de professores em ambientes formais e informais de educação. O tema astrofísica de raios X e gama será apresentado pela primeira vez também. Duas palestras abertas ao público serão oferecidas no Canal do Inpe no YouTube sob os possíveis títulos A vida no contexto cósmico e Astronomia de Ondas Gravitacionais, acrescenta o pesquisador.

Do curso para a sala de aula

A professora de física do Colégio de Aplicação de Macaé (RJ) Nicolle Coutinho, que participou do CIAA em 2018, disse que voltou para casa repleta de conhecimentos e novos parceiros. “Posso afirmar que o CIAA mudou minha história. Tive um grande crescimento profissional por causa das aulas e oficinas oferecidas com altíssima qualidade, por pesquisadores que também são professores, e que conseguiram transmitir o conhecimento de forma séria, em ambiente muito agradável a todos os cursistas.”

Para a professora, os conhecimentos acrescentaram muito em sua atividade docente. “No ensino médio, a astronomia fica, em maior parte, aos cuidados dos professores de física, que é o meu caso. As aulas de astronomia no dia a dia, dadas pelo professor André Milone, me ajudaram a explicar a meus alunos de forma mais simples o movimento da lua em torno da Terra!, destaca a professora. Isso ocorre também quando é chamada para palestras e fala para alunos mais jovens e outros tipos de público.

Nicolle participou das oficinas relógio de sol equatorial portátil e sistema solar em escala, , ambas com interdisciplinaridade com matemática e geometria e diz que transmitiu os ensinamentos aos alunos, reproduzindo com eles as atividades. “Posso afirmar que ir ao CIAA causou em mim novos sonhos, mais vontade de estudar astronomia. Isso se tornou real, e eu estou cursando especialização em ensino de astronomia na Universidade Federal Rural de Pernambuco.”

Além disso, ela afirma que participar do curso ampliou sua rede de contato com professores de todo o país interessados no estudo da astronomia. “Atualmente, mantenho contato com vários professores que conheci no CIAA 2018, com quem já tenho parcerias nas atividades de divulgação da astronomia. Hoje, tenho um canal do YouTube chamado Prosa Lunos, criado em abril deste ano. O professor Ivan Batista, meu grande parceiro na direção técnica do Canal, eu conheci no Inpe.”

Em 2017, a professora Nicole foi premiada por motivar alunos na divulgação da astronomia na rede pública de ensino de Macaé. Seu canal no YouTube foi criado para que os alunos estudassem para a 24ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e a 15ª Mostra Brasileira de Foguetes Reais e Virtuais.

Atividades online

O curso online será transmitido apenas para os selecionados por meio da plataforma Webex Meetings em um ambiente virtual privado. Os participantes do CIAA 2021 poderão apresentar suas experiências de ensino nas mesas-redondas. A carga horária é de 25,5 horas, incluídas aulas e atividades como mesas-redondas, apresentações e palestras.

Na versão online, as atividades serão distribuídas por três tardes de duas semanas consecutivas do mês de agosto.

Organizado pela Divisão de Astrofísica do Inpe desde 1998, o CIAA já contou com cerca de 1.200 participantes, entre professores do ensino formal e estudantes de graduação de todas as regiões brasileiras. O curso é ministrado em português.

ebc

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Justiça determina que governo Trump recontrate dezenas de milhares de funcionários

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Dois juízes dos Estados Unidos ordenaram que agências federais reintegrassem dezenas de milhares de trabalhadores em estágio probatório que foram demitidos em 19 agências como parte da iniciativa de enxugamento do governo do presidente Donald Trump.

Um dos juízes, James Bredar, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, também restringiu temporariamente o governo de realizar quaisquer “reduções de força de trabalho” planejadas nas 18 agências afetadas por sua ordem. Isso inclui um corte planejado que o Departamento de Educação anunciou esta semana, que o deixaria com cerca de metade da equipe que tinha quando Trump assumiu o cargo.

Juntas, as decisões formaram um amplo, ainda que temporário, alívio para funcionários em grande parte do governo, incluindo grandes agências como os Departamentos de Defesa, Tesouro, Assuntos de Veteranos e Interior. E elas representaram a mais significativa resistência judicial até agora contra os esforços de Trump e Elon Musk para cortar a força de trabalho federal.

A ordem do juiz Bredar, na quinta-feira à noite (13), seguiu uma semelhante no início do dia do juiz William H. Alsup, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O juiz Alsup concluiu que a demissão de trabalhadores em estágio probatório pelo governo Trump foi essencialmente feita ilegalmente por decreto do Gabinete de Gestão de Pessoal, o braço de recursos humanos do governo. Somente as próprias agências têm amplos poderes de contratação e demissão, disse Alsup.

O juiz da Califórnia ordenou que o Tesouro e os Departamentos de Assuntos de Veteranos, Agricultura, Defesa, Energia e Interior cumprissem sua ordem e se oferecessem para reintegrar quaisquer funcionários em estágio probatório que tivessem sido indevidamente demitidos. Alsup acrescentou que estava aberto a expandir sua decisão mais tarde para aplicar a outras agências onde a extensão dos danos não tivesse sido tão completamente documentada.

A decisão do juiz Bredar, em um processo aberto há uma semana por 19 procuradores-gerais estaduais, também se aplicava a todas essas agências, exceto o Departamento de Defesa, junto com outras 13. Embora ele tenha ordenado que os trabalhadores em estágio probatório fossem reintegrados, ele disse que isso poderia incluir licença administrativa remunerada.

 

Alegação “frívola”

Nenhuma das ordens foi uma decisão final no caso. A decisão do juiz Alsup foi uma liminar (provisória), com a intenção de permanecer em vigor enquanto o caso é julgado e uma decisão final é proferida. A decisão do juiz Bredar é ainda mais curta, apenas uma medida de duas semanas com o objetivo de pausar quaisquer cortes mais drásticos nessas agências enquanto o processo se desenrola.

O juiz Bredar disse em sua longa decisão que a alegação do governo de que as demissões dos funcionários em estágio probatório foram por justa causa, e não uma demissão em massa, “beira o frívolo”. O juiz Alsup, em uma audiência na quinta-feira anterior, concluiu praticamente o mesmo e deixou claro que achava que a maneira como o governo Trump demitiu os trabalhadores em estágio probatório era uma “farsa”.

Nesse caso, os sindicatos de funcionários federais contestaram a legalidade de como essas agências haviam demitido trabalhadores em estágio probatório. Os sindicatos, argumentando que esses trabalhadores haviam sido envolvidos em um esforço maior de Trump e Musk, que lidera a iniciativa conhecida como Departamento de Eficiência Governamental, para devastar arbitrariamente o governo federal e desmoralizar seus funcionários, estavam buscando uma liminar.

 

Fonte: O Sul.

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Papa Francisco completa um mês de internação; entenda quadro de saúde

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O papa Francisco passou mais uma noite tranquila, segundo informou a Santa Sé sobre o estado de saúde do pontífice nesta sexta-feira (14). O argentino de 88 anos foi levado em 14 de fevereiro ao Hospital Gemelli, em Roma para tratar de uma pneumonia bilateral e completa agora um mês de internação.

Na tarde dessa quinta-feira (13), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição. Jorge Mario Bergoglio foi eleito na quinta votação do conclave de 2013, convocado após a renúncia do papa Bento XVI.

Também à tarde, ele participou dos exercícios espirituais para a Cúria Romana em conexão de vídeo com a Sala Paulo VI.

Em seguida, Francisco retomou a terapia respiratória. “Francisco continua alternando a ventilação mecânica não invasiva à noite com oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais usadas durante o dia”, disse, na quinta-feira, o Vaticano.

No mesmo dia, também foram entregues ao pontífice centenas de mensagens de crianças e jovens enviadas ao Vaticano por escolas, associações e instituições religiosas.

 

Fonte: O Sul.

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Geral

Justiça dos Estados Unidos decide devolver para o Brasil esmeralda de 380 kg descoberta na Bahia

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portal plural justiça dos eua determina que esmeralda de quase 380 kg encontrada na bahia seja devolvida ao brasil
Foto: Andrew Spielberger/AP
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Após anos de disputa judicial, a Justiça dos Estados Unidos atendeu, na quinta-feira (21), ao pedido do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) para a repatriação da Esmeralda Bahia. A pedra, encontrada em 2001 em Pindobaçu, na Bahia, pesa cerca de 380 kg e é considerada um tesouro nacional. A esmeralda foi retirada ilegalmente do Brasil e comercializada nos EUA, conforme a Advocacia-Geral da União (AGU).

O juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, acatou o argumento brasileiro de que a pedra foi extraída e exportada de maneira ilícita. Walton determinou que o Departamento de Justiça dos EUA protocole a decisão final de repatriação até 6 de dezembro.

Ainda há possibilidade de recurso, o que pode resultar na suspensão temporária da repatriação até nova decisão judicial americana. Atualmente, a esmeralda está sob a custódia da Polícia de Los Angeles, na Califórnia.

A decisão foi celebrada por autoridades brasileiras, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, que destacou a importância cultural da Esmeralda Bahia. “Mais do que um bem patrimonial, ela é um bem cultural brasileiro, que será incorporado ao nosso Museu Geológico”, afirmou Messias.

A pedra foi retirada do Brasil sem autorização e enviada aos EUA com documentos falsificados, conforme alegado pela AGU. Em 2017, a Justiça Federal de Campinas condenou dois empresários pelo envio ilegal da esmeralda aos EUA, além de determinar que a União fizesse jus à posse da pedra.

A ação para repatriar a esmeralda teve início com um pedido de cooperação jurídica internacional da AGU e do Ministério Público Federal (MPF), transmitido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e também contou com o apoio do Departamento de Justiça dos EUA. Desde 2015, a AGU tem trabalhado para garantir o cumprimento da decisão judicial que ordena a devolução da pedra ao Brasil.

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