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Greve tem novas adesões e chega a 1556 escolas envolvidas no RS
Das 39 escolas de abrangência do 10º Núcleo do CPERS/Sindicato, apenas três escolas permanecem funcionando. Na manhã desta quinta-feira (28), o comando de greve reuniu-se para avaliar a assembleia ocorrida em Porto Alegre, além dos graves acontecimentos que culminaram em agressões aos dirigentes do CPERS, na porta do Palácio Piratini.
O grupo deliberou por reforçar a mobilização, visitar escolas, conversar com professores, apresentar fatos e argumentos para a categoria e conceder entrevistas aos veículos de comunicação.
Logo mais, às 19 horas, ocorre a Caminhada Luminosa, a partir do Tape Porã.
Em todo o estado, já são 1556 escolas envolvidas na greve da educação. Destas, 788 seguiram totalmente paradas nesta quarta-feira (27).
A contagem representa um novo crescimento em relação ao último levantamento, que apontava 1544 instituições afetadas na segunda.
“Ao corte de ponto dos grevistas e ao continuado desrespeito com a categoria, educadores responderam com uma das maiores assembleias das últimas décadas. O CPERS ingressou com mandado de segurança para sustar os efeitos da medida e o TJ deve julgar o pedido liminar até esta quinta (28)”, divulgou em nota o 10º Núcleo do CPERS/Sindicato.
Nesta quarta (27), a maior bancada da base governista (MDB) divulgou nota conjunta posicionando-se contrariamente à proposta que prevê alterações na carreira.
“A pressão nos deputados continua forte. Nesta semana, começaram a ser entregues mais de 7 mil assinaturas de aposentados na carta que rejeita o pacote e apoia a greve da educação. A Famurs, entidade que congrega prefeitos e gestores de todos os 497 municípios gaúchos, enviou uma moção de apoio aos educadores. Outro acontecimento inédito”, diz a nota.
Nas Câmaras de Vereadores, representantes de mais de 250 cidades já aprovaram moções semelhantes.
O movimento conquista a sociedade, com adesão crescente de comerciantes, que afixam cartazes de apoio junto às vitrines. A economia local sente o peso do arrocho sobre os professores e funcionários de escola, “Atos de rua se espalham pelo Rio Grande do Sul. É impossível acompanhar a densidade e a quantidade do que está ocorrendo. Eduardo Leite está acuado e já fala em “atenuar” as medidas. Mas não há remendo para o que não tem conserto”, em nota divulgada.
O comando de greve ratifica que qualquer perspectiva de negociação com Eduardo Leite depende da retirada dos projetos da pauta da Assembleia Legislativa.
“O diálogo não é possível sem, antes, tratar das reivindicações urgentes da categoria: salário em dia, reajuste já e nenhum direito a menos. A educação merece respeito!”, finaliza a nota.