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Governo busca formas de frear alta nos combustíveis
Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia, a cotação do barril de petróleo do tipo brent, nesta segunda, se aproximou dos US$ 140 depois de a Casa Branca ter dito que discutia com outros países a proibição da importação de petróleo russo.
O governo dos EUA já aprovou a liberação de 24,4 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas a fim de fortalecer a oferta do produto em seu país. Ao longo do dia, o preço do brent recuou e fechou em alta de 4,32%, a US$ 123,21. A cotação do barril na Bolsa Mercantil de Nova York subiu 3,21%, para US$ 119,40.
Já ação ordinária (com direito a voto) da Petrobras na B3, a bolsa de valores no Brasil, caiu 7,65% em razão das informações sobre subsídio, congelamento e críticas à política de preços da estatal.
— O preço altíssimo do petróleo é anormal, atípico. O governo federal, nós, juntamente com Economia, Ministério de Minas e Energia e a própria Petrobras, vamos buscar alternativa. Porque se for repassar isso tudo para o preço dos combustíveis, tem de dar aumento de 50%, não é admissível — afirmou Bolsonaro.
Técnicos de ao menos três ministérios se reuniram nesta segunda para debater uma forma de evitar que a escalada do preço do petróleo no mercado internacional chegue às bombas de combustíveis no país.
O encontro serviria como preparação para uma reunião, nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto para bater o martelo sobre medida emergencial que evite o repasse pela Petrobras do custo do conflito no leste europeu aos consumidores brasileiros.
VALOR FIXO DE REFERÊNCIA
No caso da proposta de criar um programa de subsídio para os combustíveis, a ideia é ter um valor fixo de referência para a cotação dos combustíveis e subsidiar a diferença entre esse valor e a cotação internacional do petróleo. O pagamento seria feito a produtores e a importadores de combustíveis. A diferença em relação à medida tomada em 2018 é que, desta vez, não será possível usar o dinheiro do Tesouro Nacional.
O problema é que esse dinheiro tem destino “carimbado”: educação e saúde. Para resolver esse impasse, o governo vai alegar que o país passa por um período de excepcionalidade, provocado pela guerra.
Na prática, a Petrobras seria a grande fonte de financiamento do subsídio. A diferença é que esse modelo de subvenção não vai estrangular o seu caixa, porque o dinheiro já é pago ao governo.