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Golpes chegam a quase 2 milhões no Brasil, puxados por crimes do Pix e mais fraudes virtuais
Os crimes de estelionato atingiram quase 2 milhões de vítimas no Brasil no último ano, impulsionados principalmente por fraudes virtuais, incluindo golpes envolvendo o Pix e outros aplicativos bancários. Embora os delitos contra o patrimônio, como roubo de veículos, tenham diminuído, o estelionato cresceu 8,2%, conforme revelado pelo Anuário da Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira, 18.
A popularização do Pix, que facilita transações financeiras sem custos, contribuiu para o aumento desses golpes, que agora são categorizados separadamente no Código Penal desde 2021. Isso revelou uma realidade antes obscurecida, apesar dos danos significativos à sociedade brasileira, conforme destacado no relatório.
Embora algumas regiões ainda não façam distinção entre golpes tradicionais e virtuais, São Paulo registrou um aumento expressivo de 22,7% no crime de estelionato, três vezes maior que a média nacional. Em contraste, o Amapá teve a maior redução, com uma queda de 16,8% nesse tipo de crime.
Os estelionatos virtuais estão frequentemente associados ao roubo e furto de celulares, especialmente iPhones, visando vítimas com maior poder aquisitivo para maximizar os ganhos ilícitos. Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destaca a necessidade de melhorar as investigações e envolver o setor privado para proteger o ambiente cibernético.
A devolução financeira por suspeita de fraude no primeiro semestre deste ano revela uma efetividade limitada, com apenas 10% do valor total requisitado sendo recuperado. O Banco Central registrou que dos R$ 2,89 bilhões solicitados, apenas R$ 243,3 milhões foram devolvidos.
Recentemente, também chamou a atenção a proliferação de golpes como o do Jogo do Tigrinho, explorando o vício crescente em jogos virtuais para extrair dinheiro dos usuários. Em São Paulo, mais de 500 boletins de ocorrência foram registrados para investigar esses casos.
Fonte: Estadão