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Fim da gotinha?

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Ministério da Saúde quer substituir a gotinha usada no reforço da vacina da poliomielite para um esquema totalmente injetável. A pasta pautará o tema em uma reunião da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização em julho. Atualmente, o esquema vacinal da pólio já utiliza três doses injetáveis e apenas o reforço é feito com as gotinhas. A justificativa é alinhar a rotina vacinal brasileira com o que é recomendado por organizações internacionais e reduzir a circulação do vírus.

A transição para o esquema total injetável já vinha sendo feita de forma gradual e, de acordo com fontes, a pasta pretende colocar a mudança totalmente em prática a partir do ano que vem. Ainda que as doses orais sejam substituídas, integrantes do ministério garantem que o mascote “Zé Gotinha” continuará sendo o símbolo do Programa Nacional de Imunizações.

A pasta tem ampliado a participação do personagem em eventos para reforçá-lo como símbolo de todas as campanhas de vacinação feitas pela pasta. A intenção do Ministério da Saúde de substituir as gotinhas foi antecipada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

A visão é de que a extinção das gotinhas é uma recomendação científica consistente e significaria um avanço no sentido de interromper a circulação do vírus no país. Isso porque, enquanto a versão injetável utiliza o vírus inativado, as gotinhas utilizam uma versão atenuada do vírus, que acaba voltando para o meio ambiente por meio das fezes das crianças. Atualmente, o esquema vacinal contra pólio é ministrado aos dois, quatro e seis meses de vida por meio de uma injeção e, depois, reforçado aos 15 meses e aos quatro anos com as doses orais.

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