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Fibromialgia: sintomas, causas e tratamento
O que é fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por uma sensibilização central da dor, resultando em uma redução do limiar e um aumento na percepção da dor, com múltiplos pontos dolorosos espalhados pelo corpo. Além da dor, os pacientes podem experimentar fadiga, distúrbios do sono, depressão, ansiedade e alterações intestinais.
A boa notícia é que a fibromialgia tem tratamento, e é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Qual é a causa da fibromialgia?
Assim como muitas doenças reumatológicas, a fibromialgia (FM) ainda não tem suas causas e mecanismos totalmente compreendidos. Sabe-se que quem tem FM apresenta uma maior sensibilidade à dor, relacionada ao centro de dor no sistema nervoso. Nervos, medula e cérebro fazem com que qualquer estímulo doloroso seja percebido de forma mais intensa. Como não há marcadores diagnósticos específicos, é crucial excluir outras doenças simultaneamente.
Sintomas de fibromialgia
Os sintomas variam em tipo e intensidade, mas alguns critérios podem ajudar no diagnóstico clínico:
- Dor persistente por mais de três meses, em qualquer parte do corpo;
- Pontos dolorosos generalizados em quatro a cinco áreas distintas, por pelo menos três meses, com um mínimo de 13 e um máximo de 31 pontos dolorosos;
- Alterações no sono e fadiga;
- Sintomas de depressão ou ansiedade;
- Problemas cognitivos, como dificuldades de memória ou concentração;
- Cólicas, dores ou câimbras abdominais.
Principais pontos de dor
Existem escalas de sintomas e índices de dor generalizada que ajudam na avaliação clínica de quem pode ter fibromialgia. Os principais pontos de dor incluem:
- Mandíbula
- Ombro
- Braço
- Antebraço
- Quadril
- Coxa
- Perna
- Pescoço
- Tórax
- Abdômen
Como é a dor da fibromialgia?
A dor na fibromialgia pode ser difusa ou localizada. Muitas vezes, é difícil para a pessoa identificar quando e como a dor começou, já que ela geralmente começa leve e pode intensificar com o tempo. A dor tende a ser mais intensa no final do dia, mas pode ocorrer também pela manhã. Ela é descrita como profunda, muitas vezes “nos ossos” ou ao redor das articulações. Pessoas com fibromialgia têm uma maior sensibilidade ao toque e podem não tolerar abraços fortes.
Como é feito o diagnóstico da doença?
O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, baseado na história médica e exame físico. É importante considerar diagnósticos diferenciais, pois a fibromialgia não é um diagnóstico de exclusão.
Quando procurar um médico?
Qualquer dor persistente deve ser avaliada, especialmente se não tiver uma causa aparente, como um trauma. É necessário descartar lesões ortopédicas e outras doenças reumatológicas, endócrinas, infecciosas e neoplásicas.
Tratamentos para fibromialgia
O tratamento deve ser multidisciplinar, incluindo:
- Medicamentos
- Atividade física
- Acompanhamento psicológico
- Acupuntura
- Meditação
Medicamentos para fibromialgia
- Relaxantes musculares e analgésicos podem ajudar no controle da dor, mas é importante evitar a automedicação. Sempre consulte seu médico para escolher o melhor tratamento.
- Antidepressivos, gabapentinóides, ansiolíticos e indutores do sono podem ser necessários, conforme avaliação psiquiátrica e do padrão de sono. O acompanhamento psicológico pode potencializar os benefícios desses medicamentos.
Fibromialgia tem cura?
Os medicamentos e terapias combinadas ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Embora não haja cura definitiva, o tratamento pode ser bastante eficaz.
A fibromialgia pode levar à morte?
Não, a fibromialgia não é uma doença fatal. No entanto, se não tratada, pode comprometer significativamente a qualidade de vida devido à dor e pode levar a quadros graves de depressão. Portanto, é essencial o diagnóstico e tratamento precoce para melhorar a qualidade de vida.
Prognóstico e recomendações
- O uso de medicamentos com orientação profissional é crucial para o controle da doença.
- Evite atividades extenuantes. Prefira praticar atividade física com orientação profissional.
- Reduza o estresse.
- Adote boas práticas de sono, minimizando luz, barulho, colchão incômodo e temperaturas desagradáveis.
- Escolha posições confortáveis para sentar e deitar.
- A atividade física regular ajuda a prevenir crises de dor.
- Busque apoio psicológico e uma rede de suporte.
Fonte: CNN