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Famílias separadas: homens são instruídos a ficar e lutar

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Dezenas de milhares de ucranianos, a maioria mulheres e crianças, cruzaram a fronteira para Polônia, Romênia, Hungria e Eslováquia nesta sexta-feira, quando mísseis russos atingiram a capital Kiev e homens em idade de combate foram orientados a permanecer e lutar.

Muitos esperaram horas em condições congelantes para deixar a Ucrânia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, lançou uma invasão.

Iryna, de 36 anos, partiu de Kiev na quinta-feira com a mãe e as duas filhas, de 2 e 4 anos, antes de cruzarem para Ubla, na Eslováquia.

“Deixamos meu marido lá, então ele ainda está lá apoiando nosso governo“, disse ela nesta sexta-feira em um hotel na cidade fronteiriça de Snina. “Oramos pela Ucrânia e espero que tudo fique bem.”

A Polônia, que tem a maior comunidade ucraniana da região, com cerca de 1 milhão de pessoas, as autoridades disseram que o tempo de espera para cruzar a fronteira variava de 6 a 12 horas em alguns lugares.

Em Medyka, no sul da Polônia, a cerca de 85 km de Lviv, no oeste da Ucrânia, as estradas estavam cheias de carros, policiais orientando o trânsito e pessoas abraçando entes queridos depois que chegaram ao lado polonês. Um site de mapas na internet mostrou um terço do caminho congestionado com tráfego intenso.

As regras ucranianas restringem a travessia de homens de 18 a 60 anos, que podem ser recrutados.

Marta Buach, 30, de Lviv, disse que seu marido não teve permissão para cruzar a fronteira com ela. “Em Lviv está tudo bem, mas em outras cidades é realmente uma catástrofe. Kiev foi bombardeada, outras pequenas cidades foram bombardeadas, ouvíamos bombardeios em todos os lugares.”

As agências de ajuda das Nações Unidas dizem que a guerra pode levar até cinco milhões de pessoas a fugirem para o exterior. Segundo elas, combustível, dinheiro e suprimentos médicos estão acabando em partes da Ucrânia.

Autoridades de fronteira disseram que 29.000 pessoas entraram na Polônia vindas da Ucrânia na quinta-feira, e cerca de metade indicou que estava fugindo da guerra. Na Romênia, mais de 10.000 ucranianos chegaram na quinta-feira e quase 3.000 na Eslováquia.

O vice-ministro do Interior da Polônia, Paweł Szefernaker, afirmou que os motoristas de ônibus ucranianos não podem atravessar a fronteira porque os homens em idade de alistamento estão sendo retidos na Ucrânia.

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