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Ex-militar do Exército é preso por enforcar ex-mulher grávida em Alegrete

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A Justiça decretou, na sexta-feira (2), a prisão preventiva de um ex-militar do Exército acusado de matar por enforcamento a ex-mulher grávida em Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O assassinato de Dienifer Aranguiz Gonçalves aconteceu em maio de 2021. Ela tinha 18 anos e estava grávida de seis meses. A bebê não sobreviveu.

O ex-militar não teve a identidade divulgada pela Justiça ou pelo Ministério Público (MP), órgão responsável pela acusação. Ele foi levado para o Presídio Estadual de Alegrete e vai responder preso por homicídio qualificado (feminicídio, motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e dissimulação).

Conforme o MP, Dienifer foi encontrada enforcada no apartamento em que residia e a Polícia Civil concluiu a investigação sem indiciamentos, indicando que se tratava de um caso de “suposto suicídio”.

O MP assumiu a investigação e, a partir da quebra de sigilo telefônico do ex-militar, descobriu que ele estava no local em que Dienifer foi encontrada morta no momento do crime.

Na noite do crime, os dois teriam brigado porque o ex-militar acreditava que a bebê não era dele e queria a separação. Dienifer teria sido sedada e enforcada com uma corda. A cena do crime teria sido alterada por ele na tentativa de simular um suicídio. Após, ele foi para um hotel levando o celular dela, que foi usado para mandar mensagens para o pai dela, se passando pela ex-mulher.

A Justiça entendeu que as provas levantadas pelo MP eram suficientes para responsabilizar o ex-militar. Indicou no documento que decretou a prisão dele, por exemplo, que havia conversas fictícias simuladas por ele em horário que Dienifer já estava morta.

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