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Estiagem afeta produção de alimentos no RS
Pelo terceiro ano consecutivo a seca afeta o plantio da safra anual no RS, período que vai de outubro a dezembro. Com a falta de chuvas muitos agricultores relatam a perda ou a baixa qualidade da lavoura plantada.
A denúncia foi feita pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em uma roda de conversa virtual, nesta segunda-feira (13), com lideranças regionais para entender o impacto e as possíveis saídas para a estiagem deste ano, que é acumulativa e têm trazido consequências extremas como a volta da fome para famílias camponesas no interior do estado.
“Estamos vivendo uma estiagem severa, que atinge de maneira muito grande os pequenos e médios agricultores, uma seca que já dura em algumas regiões cerca de 45 dias, sem nenhuma chuva”, revela Frei Sérgio Görgen, dirigente do MPA e que mediou a conversa.
Os agricultores revelaram que a safra de milho já está praticamente perdida e que a safra de soja e a produção de leite estão prejudicadas, e mesmo que as chuvas ocorram de forma mais regular a qualidade da safra será de baixa qualidade.
MILHO É UMA DAS CULTURAS MAIS PREJUDICADAS
Os agricultores apontam que as culturas de feijão, batata e mandioca, que são, na maioria das vezes para subsistência, tiveram a colheita prejudicada, apesar de muitas famílias não terem nem conseguido plantar. A agricultora Vanderleia Chitto, da região do Alto do Taquari, moradora de Progresso, aponta que com a estiagem, praticamente, toda a produção foi perdida, tanto para feira quanto para própria mesa da agricultora, pra ela o mais preocupante tem sido a perda do milho. “Com a perca do milho não tem pasto pro gado, alimentos pros outros animais, aí ficamos sem leite e sem carne, é toda uma cadeia, e vai se transformando em um problema cada vez mais sério.”