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Enxames de abelhas vem assustando moradores em Santa Rosa

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Nas últimas semanas são recorrentes os casos de enxames de abelhas em Santa Rosa e região.

 

É muito comum os enxames se alojarem em abas ou paredes duplas de casas ou em locais em que possam formar suas colmeias, causando transtornos a pessoas e animais. Da primavera até o verão, ocorre naturalmente o processo de migração das abelhas em busca de um ambiente onde será construída a nova colmeia. Esse período de deslocamento das abelhas pode gerar acidentes para a população, que pode vir a sofrer ataques e picadas. O grupo de abelhas acompanha a rainha na procura de um local para a construção da nova colmeia.

Por isso, tem sido comum a população encontrar uma nuvem de abelhas e ligar para o Corpo de Bombeiros,  durante a ‘enxameação’ as abelhas não são agressivas porque a rainha ainda não está fecundada e elas estão à procura de um local.  Depois que estabelecem a moradia elas podem atacar porque a rainha foi fecundada e dá o comando para se protegerem.

 

É importante ter atenção com crianças e idosos, pois eles têm locomoção mais dificultada para conseguir fugir diante de um possível ataque.

 

As abelhas são do gênero Apis mellifera, conhecidas como abelhas africanizadas, e são altamente defensivas. Com enxames populosos, com uma média de 60 mil abelhas, essas colônias morrem para defender a própria espécie, ao passo que ao ferroar uma pessoa, a abelha deixa junto com o ferrão parte do intestino e a bolsa de veneno, para garantir que a ameaça seja neutralizada.

A migração para a zona urbana não é por acaso é atribuído também ao desmatamento, falta de diversidade de plantas; um outro fator que contribui para o fenômeno estiagem já que é um período seco, está quase sem flores”, para as abelhas, o objetivo é buscar alimento (os recursos florais) para se manterem vivas. “Elas sempre vão fazer isso.

 

Enquanto estiverem se deslocando, as abelhas não podem ser exterminadas nem capturadas, e caso alguém aja desta forma, estará passível de responder por crime ambiental, conforme prevê a Lei Federal 9.605 de 1998, em seu artigo 29, que prevê detenção de seis meses a um ano, além de multa.

Caso presencie a passagem de uma ‘nuvem’ de abelhas, o Corpo de Bombeiros recomenda que a população mantenha uma distância segura e espere os insetos passarem, e caso esteja próximo, é aconselhável deitar ou sentar em um local até que elas terminem o seu trajeto.

 

O Corpo de Bombeiros Militar orienta sobre os cuidados necessários para evitar picadas das abelhas e o que fazer caso sofra este tipo de acidente.

  • —– Isolar a área e se proteger em um local seguro;

 

  • —– Acionar o resgate e aguardar o atendimento (que, salvo casos emergenciais, sempre acontece durante a noite, uma vez que as abelhas são animais diurnos);

 

  •  —–   Em hipótese alguma tentar fazer intervenções, seja com água, veneno, água sanitária ou qualquer outra coisa. Isso pode irritar as abelhas, que irão se defender. Uma vez que isso acontece é impossível a realização do resgate com abelhas dispersas; Em caso de ataque, cubra a cabeça, a área do pescoço e o rosto (áreas mais sensíveis) e não gritem ou façam barulho. As abelhas são bastante sensíveis à ruídos;

 

 

É importante ter atenção com crianças e idosos, pois eles têm locomoção mais dificultada para conseguir fugir diante de um possível ataque. Oriente seus filhos a não chegarem perto de colmeias e a não jogarem objetos nas abelhas. Também é importante manter animais domésticos afastados da colmeia, pois as abelhas se irritam com barulhos e isto pode desencadear um ataque. Não tente se aproximar nem remover a colmeia por conta própria e não mate as abelhas, pois isso poderá agitá-las ainda mais.

 

Em caso de acidentes com abelhas, ligar imediatamente para o 193, pois o Corpo de Bombeiros possui profissionais capacitados e com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para atender este tipo de ocorrência. Caso esteja sendo atacado e consiga fugir, abaixe-se, corra preferencialmente em ziguezague e procure proteger a face e pescoço, se possível com alguma vestimenta ou pano. Envolva a vítima com uma manta ou lençol, para tentar protegê-la de novas picadas.

 

 

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