Curiosidades
Entenda os riscos do mini massageador elétrico, aparelho viral no TikTok
Recentemente, a tendência do copo d’água com um mini massageador elétrico tornou-se viral no TikTok. O desafio aparenta ser simples: beber um copo cheio de água com o dispositivo no braço. Quem assistiu aos vídeos ou tentou em casa sabe que tomar um gole é, no mínimo, complicado, devido à contração muscular. O aparelho, na verdade, é um eletroestimulador. Ao contrário dos massageadores convencionais, que estimulam fisicamente o corpo com movimentos e mudanças de temperatura, este emite pulsos elétricos em baixa voltagem, proporcionando pequenos choques em contato com a pele — capazes de influenciar o sistema motor humano.
O mini massageador ao entrar em contato com a pele, faz com que a corrente elétrica alcance os músculos mais próximos, induzindo contrações involuntárias.
Quanto aos benefícios para a saúde, intervenções médicas com estímulos elétricos, conhecidas como eletroterapia, são prescritas de maneira personalizada, considerando o tipo de corrente, frequência, intensidade e duração específicas para cada tratamento. Estudos indicam que os impulsos elétricos podem liberar substâncias analgésicas e inibir a transmissão do impulso doloroso para o cérebro, reduzindo a dor.
No entanto, o uso indiscriminado desses choques, sem orientação profissional, pode ser prejudicial à saúde. A contração muscular prolongada pode comprimir os vasos sanguíneos, reduzindo a circulação e a oxigenação na região. Em intensidades elevadas, a carga pode até causar lesões nos tecidos. Segundo especialista, o dispositivo é contraindicado para quem busca relaxamento muscular. Para esse propósito, uma massagem leve e suave é mais adequada, juntamente com o aprendizado de não sobrecarregar a região dolorida durante as atividades.
O uso do equipamento também é desaconselhado em regiões do útero para mulheres grávidas e em locais com feridas abertas. Pacientes com câncer, portadores de marca-passo e outros implantes elétricos ou metálicos que saem da pele também não devem utilizar o aparelho. Em pessoas com epilepsia, os choques podem desencadear convulsões, especialmente se aplicados na cabeça e pescoço. O crescimento de crianças pode ser prejudicado pelo uso do eletroestimulador na região das epífises (extremidade dos ossos longos).
Fonte:CNN Brasil