O Exército brasileiro começará a utilizar drones produzidos no Brasil, capazes de lançar mísseis. Recentemente, um grupo de 21 militares concluiu o treinamento para operar essas aeronaves não tripuladas, após nove meses de testes. Inicialmente, o Exército receberá três drones, além de uma base móvel equipada com estações de controle de solo, estabilizadores e radares.
O sistema também inclui dois terminais de transmissão de dados com alcance de 60 km e um terminal com alcance de 100 km.
O drone, batizado de SARP Nauru 1000C, possui tecnologia 100% nacional e foi desenvolvido pela empresa XMobots. Projetados para missões táticas de vigilância, segurança e monitoramento de fronteiras, os drones serão utilizados principalmente na região Amazônica. Operados remotamente, o Nauru 1000C tem quase oito metros de envergadura, três metros de comprimento e pode atingir uma velocidade de até 110 km/h, com uma autonomia de voo de 10 horas.
Equipado com oito motores e baterias independentes, o drone permite decolagens e pousos verticais automáticos, adequando-se a ambientes críticos e confinados. Com um peso máximo de decolagem de 150 kg, o equipamento foi desenvolvido para missões em cenários diversos, suportando condições como chuva fina, leve ou neblina.
O controle dessas aeronaves é realizado a partir de um contêiner, onde câmeras e monitores exibem em tempo real as imagens captadas pela aeronave, conforme as necessidades de cada missão.