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Emater/RS-Ascar assessora produtores de leite do Noroeste gaúcho

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Atividade tradicional da região de Santa Rosa, a Emater/RS-Ascar, através dos 45 escritórios municipais, está ampliando o trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) voltada à atividade leiteira, com vistas a permitir maior produtividade e rentabilidade, acesso ao crédito e melhores condições de trabalho, de acordo com os desejos e necessidades das famílias assistidas. No mês em que é celebrado o Dia Internacional do Leite, instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), reitera-se a importância de quem dedica-se a esta atividade e sua contribuição para a economia e o desenvolvimento local.

Mais de 600 milhões de litros produzidos na região

Segundo o último levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar, em 2019 são 7.464 famílias que produzem leite para as 17 indústrias da região. Para o extensionista rural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, Jorge João Lunardi, é preciso reconhecer a importância destas famílias em aspectos como economia, segurança e soberania alimentar e geração de empregos. “São famílias que ordenham, manejam e alimentam pelo menos duas vezes ao dia as 170 mil vacas criadas na região”, destaca Lunardi, ao falar do “trabalho dedicado, que acontece todos os dias do ano, não importando clima, possíveis intempéries, seja feriado ou final de semana”.

Lunardi lembra que a produção anual de leite totaliza 626 milhões de litros e movimenta, na região, R$ 830 milhões, somente com a comercialização do leite cru, sem calcular outras questões importantes, como a geração de emprego, comercialização de insumos, assim como indústrias e serviços envolvidos na atividade leiteira.

Essas mais de 7 mil famílias que comercializam leite cru para as indústrias fazem parte de um total de 16.328 famílias da Fronteira Noroeste e das Missões, que produzem leite em suas propriedades, o que corresponde a 36,94% dos agricultores da região. As demais famílias, que não comercializam o produto, aproveitam o leite para consumo próprio.

Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters)

Para o seguimento e o aprimoramento do trabalho, as famílias podem contar com o assessoramento técnico da Emater/RS-Ascar, que desenvolve um programa regional de apoio à atividade leiteira. Para que ações educativas e práticas cheguem a um maior número de famílias, são realizadas atividades individuais, como visitas a propriedades e envio de informações via Tecnologias de Informação e de Comunicação, e coletivas, a exemplo de dias de campo, oficinas e demonstrações de método, que devem ser retomadas em momento oportuno, pós pandemia da Covid-19.

Nesse contexto também é assessorada a estruturação de propriedade modelos em produção e gerenciamento, para que possam servir de referência para orientações e capacitações de outros agricultores.

É realizada a assistência a diferentes sistemas de produção, de modo especial o sistema de pastoreio rotacionado, que pode gerar mais de R$ 20 mil por hectare ao ano. Orienta-se o planejamento forrageiro, usando diferentes forrageiras anuais e perenes, associadas à suplementação de silagem, fenação, mineralização, água e ração caseira ou comprada, dentro de um estudo nutricional de cada caso. Na região avança também a implantação de sistemas silvipastoris, que associam pastagem à sombra de árvores, para contribuir com maior bem-estar animal e melhores resultados.

Criação correta das terneiras e novilhas, procurando adaptar as melhores raças às condições da região, melhoria da qualidade do leite, atendendo às Instruções Normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), implantação de projetos de irrigação em pastagens, assim como o uso de plantas medicinais, prebióticos, probióticos e homeopatia são incentivos para a diminuição de contaminantes químicos e biológicos e focos do trabalho da Emater/RS-Ascar.

A ampliação da integração da atividade leiteira com a suinocultura, por exemplo, faz com que o trabalho de Aters considere também o destino e o aproveitamento adequado de dejetos para adubação de pastagens, reduzindo, com isso, os custos de produção e o impacto ambiental, além de proporcionar maior qualidade de vida da família rural.

Um dos alicerces é o acesso orientado ao crédito rural, de modo especial o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que permite o custeio das atividades, investimentos e, consequentemente, melhoria da geração de renda e produção de alimentos mais saudáveis.

A Aters à produção de leite também se associa a outra atividade que tem crescido muito na região: a agroindustrialização. Através do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a Emater/RS-Ascar assessora a implantação e legalização de agroindústrias. A transformação do leite em queijos e outros derivados acontece em 18 agroindústrias da região, além de existir a produção de queijo artesanal em 462 propriedades rurais, reforçando um contexto de produção de alimentos para autoconsumo e de soberania alimentar.

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Agro

John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

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A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.

No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.

O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas  principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da  plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a  alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.

“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza. 

A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.

 

Juros altos prejudicam a indústria 

Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país

“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.

“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.

 

Brasil no centro da estratégia 

Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.

“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.

Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.

A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.

 

Conectividade no campo 

Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.

A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor  acessá-los e tomar decisões em tempo real.

Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.

 

Fonte: Dinheiro Rural.

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Agro

Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

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A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.

O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.

Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.

A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.

Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.

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Agro

1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

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O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.

Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.

Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).

Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.

Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.

Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.

 

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