Saúde
É #FAKE que máscaras podem causar quadro de acúmulo de água no pulmão
Diz ainda: “A retenção de umidade nos pulmões é um fator importante associado a pneumonia, bronquite, infecções virais e bacterianas, asma e outras doenças respiratórias. O acúmulo de líquido nos pulmões pode ser muito difícil de tratar e pode resultar em morte em casos graves de pneumonia e outras doenças. Se os pulmões não conseguem respirar ar seco e expelir o ar úmido, pode ocorrer um congestionamento grave nos pulmões”.
“Às vezes, a máscara pode estar úmida, depois de um tempo de uso, porque o ar condensa mais na região externa da boca. Mas essa condensação não representa nada para nossa árvore respiratória. Em nenhum momento isso pode causar água no pulmão. Mais uma vez são informações erradas sobre máscaras sendo difundidas”, aponta Teixeira.
O pneumologista Rodolfo Fred Behrsin, professor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, lembra que se as máscaras fizessem mal, os profissionais de saúde, que as utilizam no dia a dia por longos períodos, correriam risco de vida. E isso não acontece.
“Em retenção à concentração de dióxido de carbono, não faz sentido, porque a máscara é totalmente permeável. Basta ver os cirurgiões, que passam muitas horas em sala de cirurgia. Se a máscara fizesse isso, eles chegariam mortos ao final. Em relação à umidade, é a mesma coisa. Quando se formam pequenas gotículas de água, elas ficam retidas na máscara. Ela é que fica úmida, não são os pulmões que ficam com água acumulada.”
Professor titular da Faculdade de Medicina da UFRJ, o infectologista Mauro Schechter destaca as incongruências do texto falso:
“As afirmações são um conjunto enorme de asneiras. Se o corpo humano não fosse capaz de lidar com acúmulo de gás carbônico, todo mundo morreria no primeiro engarrafamento dentro de um túnel. Quanto ao acúmulo de umidade, também não temos registro de mortalidade em massa em saunas úmidas. O corpo tem mecanismos de equilíbrio ácido-básico que compensam todas essas coisas. A alteração da máscara na capacidade de difusão de gases é mínima, e facilmente compensada pelo organismo.”
A médica Ligia Bahia, sanitarista e especialista em saúde pública da UFRJ, ratifica que a máscara deve se manter como um hábito de toda a população, saudável ou infectada.
“Ao longo da pandemia, a gente reuniu evidência científica de que a máscara é uma barreira epidemiológica importante para a transmissão da Covid-19. Por outro lado, não há evidências sobre as questões da imunidade, da possibilidade de reinfecção… Então todos devem usar máscara o tempo todo, inclusive em locais ao ar livre. Seja o transmissor, seja o possível agente que receberá o vírus, já que as gotículas podem ficar no ar.”
FONTE EXTRA ONLINE