Dívida do Brasil é uma bomba-relógio para a economia
Connect with us

Economia

Dívida do Brasil é uma bomba-relógio para a economia

Publicado

em

portal plural divida
Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil

15 topo humberto pluralNuveraFAST AÇAÍ

Se confirmada, conjuntura vai reforçar tendência bastante negativa para o Brasil; País já tem elevado endividamento para uma economia considerada emergente

 

A economia brasileira caminha para um horizonte delicado nos próximos anos. Na previsão de analistas, a dívida do País deve se aproximar de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) entre o final desta década e o início da próxima.

Se confirmada, essa conjuntura vai reforçar uma tendência bastante negativa para o Brasil. Isso porque o País já tem um elevado endividamento para uma economia considerada emergente.

“O nosso cenário básico é de uma dívida crescente”, afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências. “E, por trás disso, está a dificuldade que o governo vai ter para chegar a um resultado primário zero e fechar as contas.”

Na previsão da Tendências, a dívida bruta deve subir a 88,4% do PIB até 2029 e se estabilizar nesse patamar. Uma queda está prevista para 2031, quando deve recuar para 88%.

“O nosso cenário básico é de uma dívida crescente”, afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências. “E, por trás disso, está a dificuldade que o governo vai ter para chegar a um resultado primário zero e fechar as contas.”

Na previsão da Tendências, a dívida bruta deve subir a 88,4% do PIB até 2029 e se estabilizar nesse patamar. Uma queda está prevista para 2031, quando deve recuar para 88%.

Por que é um problema?

Mais endividado do que países emergentes de economia similar — a média desse grupo é de uma dívida bruta de 57,7% do PIB, segundo a Tendências —, o Brasil acaba lidando com uma série de limitações. Tem, por exemplo, uma margem menor para reagir a choques externos e internos.

Para responder aos estragos provocados pela pandemia de covid, o País teve de ampliar os seus gastos para socorrer empresas e pessoas. De 2019 a 2020, a dívida bruta aumentou de 74,4% para 86,9% do PIB.

“Com esse nível elevado, qualquer choque pode jogar a dívida para um campo muito mais complicado”, afirma Alessandra.

A trajetória da dívida brasileira também é observada de perto pelas agências de classificação de risco — a economia perdeu o grau de investimento em 2015 — e faz com que os investidores exijam um juro mais alto para financiar a dívida brasileira.

“Na década passada, houve um aumento muito forte de gastos e uma queda da arrecadação. Ou seja, o País começou a ter uma política fiscal mais expansionista. Passamos de um superávit primário para um déficit muito forte, e a dívida começou a subir”, diz Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank.

Mudança de meta

Para conseguir estancar o endividamento, o País precisa entregar superávit primário — o resultado positivo entre receitas e despesas, sem contar o gasto com juros. Entre os analistas, essa conta varia, mas um saldo positivo ideal ficaria na faixa de 1,5% a 2% do PIB.

“Uma regrinha de bolso seria um superávit primário de cerca de 2%”, diz Salles. “Seria compatível com a estabilização da dívida, mas ainda estamos lutando para sair do negativo e ir para o zero.”

Quando apresentou o arcabouço fiscal, a equipe econômica prometeu entregar um resultado primário zero já em 2024 e chegar a um superávit de 1% do PIB em 2026. Mas esse plano de voo pode mudar.

No fim de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “dificilmente” atingirá o resultado primário zero no ano que vem.

Com os indícios de que a economia brasileira deve desacelerar em 2024, ano de disputa eleitoral nos municípios, Lula tem deixado claro que não planeja fazer um controle rígido de gastos, como contingenciamento. Já afirmou, por exemplo, que, “para quem está na Presidência, dinheiro bom é dinheiro transformado em obras”. Por ora, a sinalização é que o governo deve propor um déficit de 0,25% ou 0,5% do PIB como meta para o ano que vem.

“Será preciso ver qual é a capacidade do Lula de aguentar a desaceleração econômica”, afirma Barros. “Desaceleração econômica bate em popularidade, e o governo pode tomar decisões, que ampliam o risco fiscal, para evitar isso.”

Os sinais de uma economia pior se somam à dificuldade do governo em colocar de pé as medidas arrecadatórias que foram enviadas para o Congresso. Com base no roteiro original, para zerar o déficit das contas públicas no próximo ano, a equipe econômica depende dos parlamentares para conseguir ampliar a receita em R$ 168,5 bilhões.

Difícil subir a carga

O que os economistas dizem, no entanto, é que ficou mais difícil para o governo conseguir melhorar o quadro das contas públicas apenas com aumento de carga tributária. O ideal também seria rever os gastos realizados.

“A gente chegou num ponto de carga tributária muito elevada no Brasil. A gente roda há 10, 15 anos com uma carga próxima de 33% de PIB”, diz Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter. “Existe uma incapacidade na economia de fazer mais aumentos de carga tributária.”

“Apesar de ter de um amplo espaço para cortar despesa, o governo fez uma escolha de fazer o ajuste via carga tributária. Pelas minhas contas, são R$ 700 bilhões de espaço para cortar em despesas em dez anos, com reforma administrativa, fusão de políticas sociais”, acrescenta Barros.

O grande nó é que mexer em gastos passa por uma agenda impopular. Não há muito mais o que cortar de despesas discricionárias e o que o futuro reserva, de acordo com analistas, é um encontro com as despesas obrigatórias.

O cenário deve ser ainda mais difícil porque governo tem patrocinado aumento de despesas. Garantiu, por exemplo, o ganho real do salário mínimo, com impactos nos gastos com Previdência e programas sociais, e reajustes para funcionários públicos.

“O governo subiu a barra e está gastando mais em coisas que não consegue cortar”, afirma Alessandra, da Tendências. “A dinâmica de gastos obrigatórios está pior do que a gente viu nos últimos anos.”

Pela regra desenhada do arcabouço fiscal, se o governo não cumprir e meta de resultado primário, as despesas só poderão crescer 50% da variação de receita, em vez de 70%, como prevê o desenho original. A meta de cada ano tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

Nas contas feitas por Rafaela Vitória, do Inter, o arcabouço é suficiente para devolver ao País um superávit capaz de estacar o aumento da dívida. “Como o arcabouço permite o crescimento de gastos, o ajuste acaba sendo um pouco mais lento. Considerando o desenho de hoje, a nossa previsão é chegar nesse superávit de 1,5% por volta de 2028″, afirma. “A questão é: o arcabouço vai ser cumprido?”

 

 

Fonte: Estadão

Compartilhe

Economia

Dilma continua à frente do Banco do Brics por mais 5 anos

Publicado

em

portal plural dilma continua à frente do banco do brics por mais 5 anos

15 topo humberto pluralFAST AÇAÍNuvera

A ex-presidenta Dilma Rousseff continuará à frente do Banco do Brics. A recondução da brasileira ao cargo – indicada em 2023 para mandato que se encerraria em julho deste ano – foi confirmada pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, postou Gleisi em suas redes sociais.

A indicação de Dilma para continuar à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB – sigla em inglês) pelos próximos cinco anos já havia sido acenada no final do ano passado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. De acordo com as regras do banco, há um rodízio de indicações para o cargo, entre cada país-membro fundador do Brics, para mandatos de cinco anos. São membros fundadores do bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Seguindo esse critério, a próxima indicação ficaria a cargo da Rússia. No entanto, durante o encerramento da 16º Cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia, Putin já havia acenado com a indicação de Dilma, enquanto estratégia para evitar “transferir todos os problemas [que em função da guerra com a Ucrânia] estão associados à Rússia”, discursou o presidente russo. Dilma assumiu a chefia do banco em março de 2023, no lugar de Marcos Troyjo, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro. A troca dos ocupantes do cargo foi feita após Luiz Inácio Lula da Silva assumir a Presidência do Brasil.

Fonte: Agência Brasil.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Destaque

Sicredi União RS/ES tem participação de mais de 92,5 mil associados na Assembleia 2025

Publicado

em

portal plural sicredi união rses tem participação de mais de 92,5 mil associados na assembleia 2025

FAST AÇAÍ15 topo humberto pluralNuvera

Com o objetivo de apresentar os resultados de 2024 e decidir sobre as estratégias para 2025, a Sicredi União RS/ES realizou a Assembleia de Núcleos Extraordinária e Ordinária, no dia 25/02, no formato digital e contou com a participação de mais de 92,5 mil associados. Em 2024 reunimos mais de 61 mil associados, também no formato virtual.

Os associados puderam conferir as ações realizadas no último ano e votar sobre pautas da Assembleia Extraordinária: reforma do Estatuto Social e as pautas da Assembleia Ordinária prestação de contas do último exercício; destinação do resultado; deliberação de normativos; aprovação do regulamento do Fundo Social; retificação dos critérios para a utilização do fundo de incentivo a novas associações.

“As assembleias são mais uma oportunidade para que os associados, os donos do negócio, possam acompanhar e decidir a respeito de pautas e estratégias importantes da Cooperativa, sendo um dos diferenciais do nosso modelo cooperativo. Agradecemos a participação dos associados que, uma vez mais, contribuíram para o crescimento do cooperativismo de crédito e para o desenvolvimento econômico das comunidades. Vale ressaltar que todo o investimento do associado é revertido ao desenvolvimento da economia local. Desta forma, a rede de negócios é fortalecida, beneficiando a comunidade.”, explicou Sidnei Strejevitch.

Após esse encontro as decisões foram levadas pelos Coordenadores de Núcleo para a Assembleia Geral Extraordinária Ordinária (AGEO), que ocorreu no dia 15/03, momento em que ficou consolidada a representatividade dos associados e a homologação de todos os resultados aprovados na Assembleia de Núcleos.

Cooperativa reúne coordenadores de núcleo do Rio Grande do Sul e Espírito Santo

Também no dia 15/03, foi realizado a 1ª Convenção de Coordenadores de Núcleo, reunindo, no salão da Comunidade de Guia Lopes, em Santa Rosa mais de 450 coordenadores da área de atuação do Rio Grande do Sul e mais de 40 coordenadores da área de atuação do Espírito Santo. Foi abordado sobre a essência do cooperativismo, a história do cooperativismo e do Sicredi e o papel do coordenador de núcleo.

“Foi muito enriquecedor a Convenção, principalmente para nós coordenadores do Espírito Santo, que viemos para Rio Grande do Sul, onde o cooperativismo já está há mais de 100 anos. Conhecer novas pessoas, para ver sobre o cooperativismo no Rio Grande do Sul e a história da região e da Cooperativa”, disse Gilberto Miranda Fernandes, coordenador de núcleo no município de Marataízes/ES

Para saber mais sobre os resultados, acesse o Relatório Anual da Sicredi União RS/ES em https://www.sicredi.com.br/coop/uniaorses/documentos-e-relatorios/ e baixe o Relatório 2024.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Destaque

Oportunidades de Trabalho em Santa Rosa: Diversas Vagas Disponíveis

Publicado

em

portal plural oportunidades de trabalho em santa rosa diversas vagas disponíveis

NuveraFAST AÇAÍ15 topo humberto plural

Santa Rosa está repleta de oportunidades para quem busca ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho. Nesta sexta (14/03), uma ampla gama de vagas está disponível para diferentes áreas de atuação. Se você está em busca de emprego, confira as oportunidades e prepare seu currículo!

Vagas Disponíveis

Entre as oportunidades ofertadas, há cargos para diversos níveis de escolaridade e experiência. Confira algumas das principais vagas:

  • Setor Administrativo e Jurídico: Advogado, Assistente Fiscal/Tributário, Auxiliar de Departamento Pessoal, Auxiliar Contábil, Analista de Marketing.
  • Estágios: Administração, Engenharia Civil.
  • Atendimento e Vendas: Caixa de Loja, Corretor de Imóveis, Recepcionista (loja, hotel, motel), Promotor(a) de Vendas, Atendente de Loja, Assistente Comercial, Vendedor(a) (interno/externo, de confecções, calçados, consórcios, máquinas agrícolas e produtos diversos).
  • Setor Industrial e Construção: Encarregado de Obras, Engenheiro Civil, Eletricista Industrial/Residencial, Operador de Máquina de Corte de Roupas, Pintor Industrial, Soldador, Torneiro CNC, Mecânico de Caminhões e de Motocicletas.
  • Gastronomia e Serviços Gerais: Cozinheira de Restaurante, Confeiteiro, Auxiliar de Cozinha, Garçom, Atendente de Lanchonete, Empregada Doméstica, Jardineiro, Tosador de Animais Domésticos.
  • Logística e Transporte: Motorista de Caminhão Basculante, Motorista de Carreta, Motorista Entregador (com EAR), Ajudante de Motorista, Despachante Emplacador.
  • Outros Setores: Técnico em Segurança do Trabalho, Controlador de Pragas, Inspetor de Qualidade, Fiscal de Tráfego, Trabalhador Rural, Monitor Agrícola, Apontador de Obras.

Além dessas, há oportunidades específicas como Vaga PCD para Analista de Riscos Corporativos.

Como se candidatar?

Os interessados devem comparecer à agência de empregos portando documento pessoal (RG/CPF/CNH) e currículo atualizado.

Horário de Atendimento:

  • Segunda a quinta-feira: 08h às 16h
  • Sexta-feira: 08h às 15h (sem fechar ao meio-dia)

Local: Avenida Rio Branco, 634 – Centro, Santa Rosa. Informações e dúvidas: (55) 98106-0029

Não perca essa chance! Atualize seu currículo e aproveite as oportunidades disponíveis no mercado de trabalho de Santa Rosa.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

×

Entre em contato

×