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DISSEMINAÇÃO DA COVID-19 CRESCE EM SANTA ROSA
“Precisamos frear esta alta disseminação do vírus e torcer para que a vacina venha logo”, disse Alice Klein
No dia 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 como uma pandemia. Seis meses depois, o Brasil se tornou o segundo país do mundo em número de casos e óbitos e o epicentro da pandemia na América Latina.
Assim como o mundo, Santa Rosa também teve que adaptar-se à nova realidade, se reinventando à medida que via os empregos sumirem com o fechamento de praticamente toda sua economia.
No mês de novembro começou a enfrentar o que se chama de 2ª onda do vírus, com o aumento da contaminação das pessoas, o que vem ocorrendo até os dias de hoje.
Segundo Alice Klein, Diretora do Departamento de Gestão da Atenção Básica à Saúde da FUMSSAR, “em Santa Rosa a disseminação do vírus está numa crescente, como pode ser observado em nossos boletins, porém é o esperado de uma doença viral e a única coisa que consegue segurá-la é a imunidade, adquirida através da infestação ou uma vacina. Ela é controlada através do distanciamento social, higienização (álcool gel), limpeza das mãos ou lógico, uma vacina”.
O cansaço físico e psicológico da comunidade é notório após este longo tempo de pandemia que viemos enfrentando. São testes, positivos ou negativos, o medo do contágio, a perda de amigos, conhecidos e parentes, perdas de empregos, levam grande parte população a um altíssimo nível de stress.
NÍVEL DE CONTAMINAÇÃO
“Todos os cuidados sempre são repassados, mas ainda não podemos afirmar que no lugar A ou B não há risco de contaminação, No nível que a doença está se disseminando em Santa Rosa, há risco sim de contaminação em todos os lugares.
FESTA E EVENTOS ILEGAIS
O que mais colabora para essa disseminação, que levam o vírus para todos os lugares, são as festas clandestinas ou encontros sem protocolos. Todo o serviço que funciona com um protocolo tem um certo cuidado, então o problema está nos ilegais”, disse a Diretora.
A Vigilância Sanitária tomou conhecimento, no dia posterior, da realização em uma área afastada da cidade, de uma festa com em torno de 1000 pessoas e alerta que “quem está numa festa destas pode ser um trabalhador ou morador de qualquer local da cidade, pessoas que circulam pelo município e região podendo disseminar a doença.” Assim como esta, várias podem estar acontecendo.
80,96% DE LEITOS DE UTI OCUPADOS
O boletim informativo da FUMSSAR de segunda-feira, 21, indicava 3.815 casos de coronovirus, 1044 pacientes e familiares em isolamento, e na Unidade Abosco, dos 30 leitos de UTI, 21 estavam ocupados, com uma porcentagem de 80,96% de ocupação.
“Precisamos assumir de forma consciente o risco com o coronavírus, temos que trabalhar, viver, é preciso analisar de forma consciente o que eu posso fazer para assumir esse risco com uma certa segurança, ver aonde realmente existe a necessidade de ir a certos lugares, se precisar, tome todos os cuidados”, alertou Alice.
Conforme a Diretora Alice, a preocupação com o psicológico das pessoas é muito grande, estamos pensando em políticas públicas de como enfrentar isso. Pois afetou de crianças a idosos”.
RECUPERADOS
De cada 100 pessoas, praticamente 95 se recuperam e não necessitam de nenhum tipo de internação, estas pessoas são monitoradas em casa pela FUMSSAR. Somente 5,1% dos infectados precisam de internação,
“Precisamos manter o cuidado com as pessoas, tentar frear esta alta disseminação do vírus e torcer para que a vacina venha logo”, salientou Alice.
VINDA DE VACINAS PARA SANTA ROSA
“A FUMSSAR trabalha com vacinas vindas do Ministério da Saúde, através da 14ª CRS para a Fundação. Quem decide o tipo de vacina que virá é o Ministério. Ainda não recebemos nenhum tipo de orientação e nenhuma data quando poderão virem as vacinas. Esperamos que para o mês de janeiro ela venha para Santa Rosa,” finalizou a Secretária de Gestão da Atenção Básica à Saúde de Santa Rosa.