Ensino
Desafios persistentes na luta contra o analfabetismo no Brasil

Erradicação do analfabetismo até 2024 era um dos objetivos do Plano Nacional de Educação, lançado há uma década, porém o país ainda está distante dessa meta. Embora o problema esteja mais concentrado no Nordeste, com uma taxa de analfabetismo de 11,2% em 2023, o Rio Grande do Sul apresenta uma taxa de 2,7% entre a população acima de 15 anos, esses dados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2023, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, a taxa era de 2,5% no Estado, enquanto em 2019 era de 2,4%, indicando uma estabilidade, considerando a margem de erro. Cerca de 62,5% dos 256 mil analfabetos do Estado são brancos, totalizando aproximadamente 160 mil pessoas. No entanto, proporcionalmente, a população negra é mais afetada, dado que há menos pessoas pretas e pardas do que brancas no Rio Grande do Sul.
No Brasil, aproximadamente 9,3 milhões de pessoas são incapazes de ler ou escrever, segundo dados do IBGE. Entretanto, especialistas acreditam que esse número possa ser ainda maior. Na pesquisa, os entrevistados são questionados se são capazes de escrever um bilhete simples. Aqueles que respondem negativamente são considerados analfabetos.
“A situação geralmente é mais grave do que sugere a Pnad, pois a pesquisa é baseada na autodeclaração dos participantes, o que pode ser influenciado pelo constrangimento das pessoas”, analisa a professora Patrícia Camini, da Faculdade de Educação da UFRGS. “A falta de desenvolvimento completo na alfabetização afeta a vida da pessoa em todos os aspectos, criando um estigma social por não dominar a leitura e a escrita.”
Esse é frequentemente o caso de pessoas mais velhas que são analfabetas, enfrentando dificuldades ao longo da vida e se sentindo constrangidas e desmotivadas. No Brasil, o analfabetismo é predominantemente um problema entre idosos, e no Rio Grande do Sul não é diferente. Considerando a faixa etária acima de 60 anos, a taxa aumentou de 6,8% para 7,4% entre 2022 e 2023, de acordo com a Pnad.
Impacto Social e Econômico
De acordo com João Paulo Derocy Cêpa, gerente de articulação e advocacy do Movimento pela Base, não ser alfabetizado na idade correta tem diversos efeitos negativos. “Assegurar a alfabetização precoce é garantir que os alunos desenvolvam as habilidades necessárias para continuar aprendendo em um caminho regular. Aqueles que não conseguem ler, escrever e compreender textos dificilmente aprenderão plenamente Matemática, História e Geografia, disciplinas que exigem interpretação de texto e análise crítica”, explica o especialista.
A alfabetização é fundamental para o desenvolvimento social, linguístico e cognitivo do indivíduo, segundo Patrícia Camini. Ela afirma que o atraso nessa formação fundamental resulta em uma falta de autoconfiança, o que pode contribuir para o aumento da evasão escolar a longo prazo. “Se a pessoa não aprende na idade correta, ela perde confiança em suas habilidades de comunicação. Em uma sala de aula regular, alguns alunos progridem na alfabetização, enquanto outros percebem que seu desenvolvimento é mais lento. Isso pode levar essas pessoas a desistirem de aprender, sentindo-se menos valorizadas pelo professor”, diz.
Fonte: GZH
Destaque
Mulheres e Educação: O protagonismo feminino na Unijuí e novas oportunidades acadêmicas

Nesta quarta-feira (02), o programa D’Life recebeu Bruna Comparsi, Vice-Reitora de Graduação da Unijuí, e Taciana Enderle, Coordenadora do Campus Santa Rosa da mesma instituição. A conversa abordou o protagonismo feminino na educação e as novas oportunidades acadêmicas na Unijuí, universidade que ostenta conceito 5 no MEC.
A presença feminina na educação tem sido um fator essencial para o crescimento e emancipação das mulheres. Esse reflexo é evidente na Unijuí, onde 65% dos estudantes são mulheres, além de uma maioria feminina entre professores, técnicos e colaboradores. A ocupação de espaços antes inacessíveis para mulheres tem sido impulsionada pela educação, que se mostra um fator transformador.
Taciana Enderle enfatizou a importância da educação para todas as idades e destacou o programa 40 MAIS da Unijuí, que oferece descontos proporcionais à idade do estudante, incentivando a educação continuada e a inclusão acadêmica.
Novos Cursos e Expansão Acadêmica
Bruna Comparsi e Taciana Enderle também trouxeram novidades sobre os cursos que serão implementados na Unijuí em 2025. O campus Santa Rosa recebeu sua primeira turma nos cursos de Biomedicina, Farmácia e Fisioterapia, ampliando as opções na área da saúde.
A grande novidade anunciada foi a oferta dos cursos de Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Gestão do Agronegócio (tecnólogo), este último com duração de dois anos e meio, tornando-se uma opção atrativa para quem busca formação rápida e direcionada ao mercado de trabalho. As inscrições já estão abertas, e nos próximos dias ocorrerá o vestibular de inverno.
Curso de Medicina: Expectativa pelo Resultado
Outro ponto destacado foi o curso de Medicina, que possui um edital diferenciado. No Rio Grande do Sul, quatro regiões receberão o curso, com 11 regiões concorrendo e 19 projetos apresentados. Inicialmente, o resultado estava previsto para março, mas foi adiado para o dia 27 de junho, aumentando a expectativa dos candidatos e da comunidade acadêmica.
Com essas iniciativas, a Unijuí reforça seu compromisso com a educação inclusiva e inovadora, promovendo o crescimento profissional e pessoal de seus estudantes e consolidando-se como uma instituição de excelência no ensino superior.
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Destaque
A importância da Escola de Educação Profissional e Técnica como fundamento no desenvolvimento de nossos cidadãos

Por Liziana Pfarrius Ladeira Karam – diretora do Senac Santa Rosa, formada em Administração de Empresas com Especialização em Liderança, Coaching e Gestão Pessoas
Nos meus mais de 10 anos de experiência no ramo da educação profissional e técnica, posso afirmar que a escola desempenha um papel fundamental na formação de profissionais qualificados e competentes. A escola não é apenas um local de ensino, mas sim um ambiente de aprendizado e desenvolvimento que prepara os alunos para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.
A educação profissional e técnica é essencial para o desenvolvimento econômico e social de um país, fornecendo aos alunos as habilidades e competências necessárias para exercer uma profissão, contribuindo com o crescimento da produtividade e a competitividade das empresas.
Para além disso, o papel da escola na educação ajuda a reduzir a desigualdade social e a promover a mobilidade social através de projetos inovadores, diversos e inclusivos. A escola é um ambiente motivador para ações positivas e que enriquecem a cultura, reduzem a violência e a criminalidade e no caso da escola profissionalizante, é protagonista importantíssima na redução do desemprego.
No mês em que se comemora o dia da Escola cabe a todos nós enquanto sociedade refletir sobre a importância dessa instituição em nossa sociedade e cada vez mais contribuir para que ações sejam realizadas para fortalecer a educação básica, fundamental e profissional em nosso país.
Destaque
Escolas da Rede Municipal de Ensino recebem novos materiais de raciocínio lógico-matemático

A Prefeitura de Santa Rosa adquiriu novos materiais de raciocínio lógico-matemático para as escolas do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino. O objetivo é reforçar a compreensão dos alunos em relação aos conteúdos matemáticos, promovendo a resolução de problemas de forma ativa, prática e dinâmica. Os itens foram distribuídos nas 13 EMEFs do município e irão auxiliar os professores no desenvolvimento de atividades pedagógicas.
O material, que será utilizado como apoio no trabalho desenvolvido em sala de aula, influencia diretamente na aprendizagem dos alunos, favorecendo a socialização, a organização do pensamento, a concentração e a resolução de problemas matemáticos e do cotidiano. A Secretária de Educação, Josyane Heck, destacou a importância da ação, “Estamos constantemente renovando nosso acervo de materiais pedagógicos, sempre com o foco em estimular novas habilidades. Com certeza, serão bem aproveitados e vão promover, de forma lúdica e prática, o aprendizado dos nossos estudantes”.
Ao todo, 3.800 alunos serão contemplados com o material de raciocínio lógico-matemático, que irá auxiliar em disciplinas que exigem habilidades analíticas, como matemática, ciências exatas e programação.
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