Política
Deputados manifestam apoio às reformas no RS, mas defendem mudanças
O pacote de reforma estrutural proposto pelo governo do Estado pautou a discussão da última edição do ano do Tá Na Mesa, da Federasul, realizado, nesta quarta-feira. Ao longo de suas falas, um grupo de deputados estaduais defendeu a realização de mudanças no Estado, como nas carreiras e na previdência dos servidores. Em relação específica aos projetos que passam a trancar a pauta de votações na Assembleia Legislativa, na próxima terça-feira (17), alguns apontaram a necessidade de ajustes, para a aprovação.
Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PP), que tem feito a articulação com partidos, o diálogo seguirá intenso. Inclusive, destacou que em reunião-almoço no Palácio Piratini, na quinta-feira, o governo irá discutir adequações aos projetos junto com as bancadas aliadas. “Assim, ficará mais próximo o acerto do começo das votações e das deliberações em si”, disse.
O deputado Edson Brum (MDB) não poupou críticas ao pacote, apontando algumas equívocos, como o fato de a votação da PEC ser analisada após os Projetos de Lei Complementar (PLC). “O correto seria inverter a votação”, disse ele, que, assim como a bancada, defende que as análises ocorreram no final de janeiro de 2020.
“Se as alterações que nós da base sugerimos elas forem apresentadas, acredito ser possível votar na semana que vem. Mas do que jeito que está o pacote, acredito que não haja condições”, avaliou a deputada Any Ortiz (Cidadania), que também participou do debate.
O deputado Mateus Wesp (PSDB) ressaltou ser plenamente possível e razoável votar os projetos na semana que vem, “pela sua importância e o impacto que terá no primeiro semestre do próximo ano se aprovadas ainda neste ano”. Na mesma linha, o deputado Fábio Ostermann (Novo) ressaltou a expectativa de que sejam aprovados todos os projetos de lei, sendo que a única preocupação é em relação ao PLC 509, que trata da aposentadoria dos servidores da segurança não militares. “Na nossa opinião foi incluída uma clausula de garantia de paridade e integralidade para esses servidores, o que é não condizente com a situação fiscal do Estado”.
O deputado Eric Lins (Dem) manifestou apoio ao projeto, em função do entendimento da necessidade de fazer as alterações nas carreiras. “Agora, a formatação disso está sendo construída. Todos temos trabalhado numa suavização. No meu caso, em especial na classe do magistério, que não recebeu essa suavização, enquanto que outros receberam. Mas acredito que será aprovado”. Também confiante na aprovação, o deputado Elton Weber (PSB) disse acredita que haverá projetos com emendas. “Isso já está sendo dito por diversos deputados e bancadas. Com alterações em alguns projetos, poderemos votar sim. Não dizendo que todos serão votados”, acrescentou.
A presidente da Federasul, Simone Leite, que já manifestou apoio ao projeto, ressaltou a necessidade de aprovação das mudanças. “Entendemos que na gestão pública algo precisa ser feito. O Estado é próspero e tem uma economia pujante, mas que tem contas públicas totalmente aquém da expectativa do déficits que se acumulam anos após anos”, disse.
CP
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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