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Depois de perder seu fusca na enchente, homem leva esposa de bicicleta para o trabalho no RS

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Há seis anos morando na localidade de Bom Fim, em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, o casal Orlando Dullius (48) e Roseli Rodrigues Pinto (50) sabiam que as enchentes chegavam no pátio da residência, mas não imaginavam que na enchente de maio a água alcançaria o telhado. “Sabíamos que a enchente chegava no pátio, mas não que a água entraria na casa”, salienta Dullius.

Na enchente de setembro de 2023, a água entrou apenas alguns centímetros na casa. “Na enchente de maio, eu, a Roseli e a filha de 11 anos ficamos dois dias no forro de casa até sermos salvos pelos bombeiros”, conta ele.

Por acharem que a água não atingiria um nível tão alto, a família permaneceu em casa na última cheia. Além de perderem os móveis e utensílios domésticos, o único carro da família, um fusca 1982, também ficou na enchente. Sem condições de consertá-lo, o único veículo da família passou a ser uma antiga bicicleta. É com ela que Orlando leva sua esposa, diariamente, para o trabalho. “Apesar da enchente e termos perdido nossas coisas, não faltei um dia de trabalho”, fala Roseli.

Orlando e Roseli rodam 32 quilômetros por dia de bicicleta, são 16 km pela manhã e 16 km no período da tarde. Mesmo quando está chovendo, eles utilizam a bicicleta e se protegem com uma capa de chuva. Apesar de tudo que passaram, ambos continuam otimistas. “Ainda bem que nos sobrou a bicicleta”, finaliza Dullius.

 

Fonte: Grupo Independente
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