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Defesa de Bolsonaro nega fraude em cartão de vacinação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou qualquer envolvimento ou conhecimento sobre a suposta fraude em seus cartões de vacinação, assim como os de sua filha.
Bolsonaro foi indiciado nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal (PF) juntamente com o tenente-coronel Mauro Cid, seu antigo ajudante de ordens, por suspeita de falsificação de seus registros de imunização contra a Covid-19. Além deles, outras 15 pessoas foram indiciadas no caso.
Os advogados do ex-presidente afirmaram que souberam do indiciamento pela imprensa durante a manhã e destacaram que Bolsonaro “jamais fez uso de qualquer imunizante contra Covid-19” por convicções pessoais.
Sobre o cartão de vacinação de sua filha, que também teria sido alvo de fraude por ordem dele, conforme depoimento de Mauro Cid à PF, a defesa argumentou que, na época dos fatos, a menor, então com 12 anos, estava dispensada de apresentar comprovante de vacinação para viajar aos Estados Unidos.
Quanto ao ex-presidente, a defesa ressaltou que ele não precisava do certificado de vacinação, pois, na qualidade de chefe de Estado, estaria isento dessa exigência. Ao retornar dos EUA em março de 2023, Bolsonaro teria feito um teste PCR na véspera da viagem, utilizando esse documento para regressar ao Brasil.
A nota divulgada pela defesa enfatiza que, se houve qualquer interferência nos cartões de vacinação do ex-presidente e de sua filha, isso teria sido feito por iniciativa própria de terceiros e não por ordem do presidente.
Fonte: CNN Brasil