Não houve brigas ou discussões ásperas entre o técnico e os atletas ou com a direção. Houve, sim, um desgaste crescente, agravado pela convivência forçada devido à enchente. Coudet e sua comissão técnica estavam relativamente isolados.
Alessandro Barcellos, em particular, vinha considerando a necessidade de trocar Coudet, mas mantinha essa ideia para si. Ele sabia que o momento chegaria: “No futebol, algumas vezes você sabe algo e não pode falar, nem mesmo em casa. Estamos mobilizados, treinando, em uma decisão. Só podemos pensar. Agora, vamos colocar em prática o que pensamos.”
Independentemente da gestão do grupo, o desempenho em campo também mostrava sinais preocupantes. O presidente afirmou: “Tínhamos muitas finalizações e muito desperdício. Agora não temos mais finalizações. Foi um retrocesso.”
A defesa, que era uma das menos vazadas do Brasileirão, sofreu oito gols nos últimos cinco jogos, seis deles em casa (ainda que um tenha sido como mandante no Heriberto Hülse). Nem isso sustentaria mais o trabalho.
Por fim, é preciso deixar claro: Eduardo Coudet foi demitido. O presidente enfatizou que o treinador continuaria no cargo se não tivesse sido informado sobre seu desligamento.
Agora, o Inter busca urgentemente um novo treinador. Três nomes circulam nos corredores, todos bem empregados: Roger Machado (que acabou de vencer o Inter), André Jardine (com contrato renovado até 2027 no América-MEX, onde venceu quatro títulos em dois anos) e Paulo Pezzolano (ex-Cruzeiro, que subiu o Real Valladolid da segunda para a primeira divisão da Espanha). Sem dúvida, isso complica o objetivo da direção: ter o novo técnico na casamata do Alfredo Jaconi, às 16h, de sábado.
Fonte: GZH