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Corsan retoma privatização

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A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) está retomando o processo de privatização. Em comunicado à noite passada, avisou o mercado de que está aberta a sala de informações do processo, chamada de “data room”. No espaço, são disponibilizados documentos, dados e acesso a sistemas para os interessados em comprar a empresa. A taxa de acesso é de R$ 30 mil, que inclui reuniões com a empresa e visitas técnicas. A intenção é realizar o leilão em dezembro. O prazo, claro, é desafiador.

modelo de privatização mudou. Agora, a venda da companhia será completa, como ocorreu com CEEE e Sulgás. Inicialmente, o governo planejava abrir o capital da estatal na bolsa de valores, pelo chamado IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). O Estado manteria 30% dos papéis, ficando como acionista de referência e, portanto, atuando na administração. Porém, as condições de mercado de capitais e o questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) provocaram a alteração, anunciada em julho.

A privatização pela nova modelagem e com a saída do Estado da Corsan deve atrair mais interessados, com propostas melhores. Ao menos, essa é a expectativa do governo. Quando a ideia era vender ações em bolsa de forma pulverizada, estima-se um valor superior a R$ 3 bilhões para a companhia.

 O marco legal do saneamento impôs metas de 99% de universalização de abastecimento de água e 90% de esgoto até 2033 em todo o país. A empresa precisou assinar aditivos com os municípios para ajustar os contratos em vigor a esses novos parâmetros, porém isso ocorreu com o plano anterior de desestatização. É mais um ponto que torna a venda desafiadora.

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