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Corsan retoma privatização
O modelo de privatização mudou. Agora, a venda da companhia será completa, como ocorreu com CEEE e Sulgás. Inicialmente, o governo planejava abrir o capital da estatal na bolsa de valores, pelo chamado IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). O Estado manteria 30% dos papéis, ficando como acionista de referência e, portanto, atuando na administração. Porém, as condições de mercado de capitais e o questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) provocaram a alteração, anunciada em julho.
A privatização pela nova modelagem e com a saída do Estado da Corsan deve atrair mais interessados, com propostas melhores. Ao menos, essa é a expectativa do governo. Quando a ideia era vender ações em bolsa de forma pulverizada, estima-se um valor superior a R$ 3 bilhões para a companhia.
O marco legal do saneamento impôs metas de 99% de universalização de abastecimento de água e 90% de esgoto até 2033 em todo o país. A empresa precisou assinar aditivos com os municípios para ajustar os contratos em vigor a esses novos parâmetros, porém isso ocorreu com o plano anterior de desestatização. É mais um ponto que torna a venda desafiadora.