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Como Hitler morreu: o que há por trás do mistério sobre a morte do líder nazista

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Como Hitler morreu? Mais de 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, essa pergunta ainda rende debates acirrados. A versão oficial conta que ele se suicidou em um bunker alemão junto com sua companheira, Eva Braun, em 30 de abril de 1945. Mas muita gente acredita que, na verdade, o lider nazista escapou para a América do Sul.

Em 2019, o historiador britânico Luke Daly-Groves escreveu um livro chamado “Hitler’s Death: The Case Against Conspiracy” (“A Morte de Hitler: O Argumento Contra a Conspiração”, em tradução livre). Na obra, o escritor tenta traçar as origens das teorias sobre o suposto paradeiro do Führer. Segundo ele, avistamentos de Hitler já começaram a ser relatados aos serviços de inteligência do Reino Unido e dos Estados Unidos logo após a derrota da Alemanha para os Aliados.

Nesses relatos, o Führer aparecia nas mais diversas situações. Ele teria sido visto na Irlanda vestido de mulher; no Egito, onde teria se convertido ao Islã; em um café em Amsterdã; em um trem em Nova Orleans; ou em um restaurante em Washington. O boato mais popular dizia que Hitler teria fugido com outros nazistas para a Argentina.


Everett Collection / Shutterstock.com

De acordo com Daly-Groves, foi a abordagem das autoridades da União Soviética que originou a onda de rumores sobre a suposta fuga de Hitler. Enquanto os oficiais soviéticos do marechal Zhukov, que comandou as forças russas na Batalha de Berlim, disseram aos jornais ocidentais que o corpo de Hitler havia sido encontrado, Stalin logo desmentiu essa informação. Menos de um mês após o fim da guerra, o líder soviético teria dito a pessoas influentes no governo dos EUA que Hitler ainda estava vivo. Pouco depois, Zhukov voltou atrás e disse que o corpo do Führer não havia sido encontrado e que ele realmente poderia ter escapado.


German Federal Archive, via Wikimedia Commons

Mas por que Stalin colocaria em dúvida a morte de Hitler? Uma das teorias diz que ele queria desacreditar possíveis adversários internos, como o próprio Zhukov. A ameaça de uma volta de Hitler também poderia servir de pretexto para o líder russo expandir o domínio soviético em territórios anteriormente ocupados pelos nazistas.

Hitler morreu na América do Sul?

Com o passar dos anos, diversos avistamentos de Hitler foram relatados na América do Sul. Há poucos anos, o jornalista argentino Abel Basti afirmou ter obtido depoimentos inéditos a respeito da suposta estadia do líder nazista na Patagônia argentina. A CIA também teria investigado se o líder nazista viveu na Colômbia durante a década de 1950. Uma outra teoria diz que o Führer foi enterrado no Paraguai após ter morrido em algum lugar entre a Argentina e o Chile em 1971.

IgorGolovniov / Shutterstock.com

Há até mesmo a teoria de que o líder nazista teria vivido no Brasil. Um livro publicado em 2014 causou controvérsia ao afirmar que Hitler teria morrido com cerca de 95 anos na pequena cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 42 quilômetros de Cuiabá (MT). Mas o trabalho foi alvo de críticas de historiadores, que afirmam que a pesquisa carece de rigor científico.

Como Hitler morreu: fim do mistério?

Em 2018, cientistas afirmaram que colocaram um fim definitivo ao mistério de como Hitler morreu. Os pesquisadores tiveram acesso aos dentes remanescentes do ditador nazista. De acordo com o European Journal of Internal Medicine, a análise dos especialistas sugere que Hitler tirou mesmo a própria vida.

Após o duplo suicídio, os corpos de Hitler e Eva Braun foram queimados. Depois disso, o serviço de inteligência da União Soviética recolheu um pedaço da mandíbula superior e de alguns dentes do ditador. Pela primeira vez, cientistas internacionais tiveram acesso a esse material.

“Os dentes são autênticos, não há dúvidas disso. Nosso estudo prova que Hitler morreu em 1945”, disse o patologista forense Philippe Charlier. “Podemos abandonar todas as teorias da conspiração. Ele não fugiu de submarino para a Argentina, nem está escondido em uma base na Antártida ou no lado escuro da lua”, completou. Será esse realmente o ponto final da história?


Fonte: The Times of Israel e IFLScience

Imagem:  Everett Collection / Shutterstock.com

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Lula sugere que Zelensky e Putin estão ‘gostando da guerra’ e cobra negociação entre Ucrânia e Rússia pela paz

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Foto: TV Globo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a necessidade de um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, sugerindo que, se os presidentes Volodymyr Zelensky (Ucrânia) e Vladimir Putin (Rússia) não estão dialogando, é porque “estão gostando da guerra”. Caso contrário, já teriam encontrado uma solução pacífica.

A declaração foi feita após a 112ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça, um braço da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Tem que haver um acordo. Agora, se o [Volodymyr] Zelensky diz que não quer conversar com [Vladimir] Putin, e Putin diz que não quer conversar com Zelensky, é porque estão gostando da guerra. Senão, já teriam sentado para negociar e buscar uma solução pacífica”, afirmou o presidente brasileiro.

Lula enfatizou que não está defendendo Putin no conflito iniciado há mais de dois anos, após a invasão russa na Ucrânia. Recentemente, Zelensky disse a jornalistas que não entendia por que o Brasil parecia priorizar uma aliança com a Rússia, o país agressor.

“Eu não defendo Putin. O Brasil foi o primeiro país a criticar a Rússia pela invasão. O que eu não faço é tomar partido. Meu partido é a paz”, disse.

Lula, que durante seu discurso na OIT defendeu o fim da guerra, justificou sua ausência em uma reunião convocada pelo governo suíço para discutir o conflito.

Durante um encontro com a presidente da Suíça, Viola Amherd, Lula argumentou que não é possível negociar a paz em um fórum sem a presença de representantes russos.

“Eu mandei uma carta para a presidente dizendo que o Brasil não participaria de uma cúpula que só tem um lado. As guerras envolvem duas nações. Se quiserem encontrar a paz, têm que colocar os dois lados em uma mesa de negociação”, pontuou o presidente.

Nesta segunda-feira (10), Lula recebeu uma ligação de Putin, durante a qual o russo expressou solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, cerca de um mês após a tragédia que vitimou centenas de pessoas no estado.

A guerra entre Rússia e Ucrânia também foi discutida. Segundo o Planalto, Lula reiterou a necessidade de negociações de paz envolvendo ambos os lados do conflito, alinhado ao documento assinado pelo assessor presidencial Celso Amorim e pelo chinês Wang Yi, que ocupa função similar no governo Xi Jinping.

Durante a visita de Amorim a Pequim, em 23 de maio, Brasil e China assinaram uma proposição defendendo uma “resolução política” para a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Além de sugerir um aumento da ajuda humanitária e a proibição da ampliação das zonas de conflito, o texto destaca que a Rússia deve estar incluída nas discussões sobre uma eventual proposta de paz.

O documento contrasta com o posicionamento de nações como os Estados Unidos (EUA) e membros da União Europeia (UE), que, assim como a Ucrânia, defendem que qualquer proposta de paz deve começar somente após a retirada das tropas russas do território ucraniano.

Fonte: G1

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Ator e influenciadora são presos por desvio de doações ao Rio Grande do Sul

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Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, nesta quinta-feira (13), um casal acusado de desviar dinheiro que seria doado ao estado, através de fraude envolvendo chaves Pix. O casal, um ator e uma influenciadora digital de 50 anos, foi detido em Fortaleza (CE), onde residem. As identidades não foram reveladas.

Segundo as investigações da Operação Dilúvio Moral/Doppelganger, os dois criaram cerca de 235 chaves Pix falsas para fraudar diversas campanhas de arrecadação de donativos. Durante o mês de maio, o casal gerava novas chaves Pix diariamente.

A fraude consistia na abertura de contas bancárias com documentos falsos e na criação de chaves Pix similares às utilizadas em campanhas de arrecadação para as enchentes no Rio Grande do Sul, alterando apenas um dígito das chaves originais. Essa técnica desviava as doações quando um doador digitava incorretamente um número da chave Pix verdadeira.

Campanhas de doação para o cuidado de animais resgatados das enchentes, amplamente divulgadas nas redes sociais, foram alvos da fraude. Influenciadoras notaram que vários seguidores reportavam destinatários diferentes dos anunciados nas campanhas. Isso levou à identificação e responsabilização dos suspeitos.

O casal responderá por estelionato, uso de documentos falsos e falsificação de documentos. A operação da Polícia Civil visa combater fraudes, golpes e atentados aos serviços de utilidade pública durante períodos de calamidade.

Fonte: Jornal o Sul

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Oficial do Hamas diz que “ninguém tem ideia” de quantos reféns israelenses ainda estão vivos

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Foto: Reprodução de TV
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O destino dos 120 reféns israelenses mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza é crucial para qualquer acordo que vise encerrar o prolongado e sangrento conflito entre Israel e o grupo terrorista. No entanto, um alto oficial do Hamas afirmou que “ninguém tem ideia” de quantos desses reféns ainda estão vivos e que qualquer acordo para sua libertação deve incluir garantias de um cessar-fogo permanente e a retirada completa das forças israelenses de Gaza.

A declaração foi feita por Osama Hamdan, porta-voz do Hamas e membro do bureau político, em entrevista à CNN em Beirute, no Líbano. Hamdan disse que a última proposta de cessar-fogo – um plano israelense anunciado publicamente pelo presidente dos EUA, Joe Biden, no final do mês passado – não atendia às demandas do grupo para o fim da guerra.

Hamdan afirmou que o Hamas precisa de “uma posição clara de Israel para aceitar o cessar-fogo, uma retirada completa de Gaza, e permitir que os palestinos determinem seu futuro, além da reconstrução e do levantamento do cerco”.

As negociações sobre a proposta apoiada pelos EUA se intensificaram nos últimos dias, mas estagnaram na quarta-feira (12), após o Hamas apresentar uma resposta ao documento 12 dias depois de recebê-lo.

Segundo os EUA, o grupo fez “numerosas mudanças” no acordo proposto. Hamdan declarou que o governo norte-americano precisa convencer Israel a aceitar um cessar-fogo permanente.

Ele descreveu o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a atual guerra em Gaza, como “uma reação contra a ocupação israelense”. Naquele ataque, mais de 1.200 pessoas foram mortas e cerca de 250 foram levadas como reféns para a Faixa de Gaza.

O plano de cessar-fogo apoiado pelos EUA foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (10).

Fonte: Jornal o Sul

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