“A grande vantagem é que não precisamos fazer uma grande retirada de osso, a craniotomia. Não mexemos na musculatura, que normalmente causa muita dor no pós-operatório. Além disso, a incisão é bem menor, reduzindo os riscos de infecção, sangramento e diminuindo a duração da hospitalização,” detalha Antônio Delacy, neurocirurgião da Santa Casa de Porto Alegre.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, há um único relato de operação semelhante na cidade de Barretos, no interior de São Paulo.
A nova cirurgia é indicada principalmente para tumores da base do crânio, devido à proximidade do acesso com a órbita.
Para aprender a técnica, o médico se especializou na Espanha. Apesar de inovadora, a cirurgia representa economia ao Sistema Único de Saúde, conforme análise do profissional.
“Não precisamos de robôs ou máquinas específicas. Usamos simplesmente um endoscópio, que já é de uso comum. Quando removemos o osso do crânio, muitas vezes precisamos fixá-lo com placas e parafusos. Neste caso, não utilizamos nenhum. Usamos menos insumos, resultando em menos gastos para o paciente, para os convênios e para o sistema,” descreve Delacy.
Jovem viajou de Chuvisca, na região sul do RS, até Porto Alegre, para remover um tumor próximo ao cérebro.
Fonte: G1