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Caso Nego Di: Entenda o caso e o relato das vítimas

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O influenciador e comediante Nego Di foi preso em Florianópolis por suspeita de estelionato, após uma investigação que apurou 370 crimes. A operação policial, denominada “300+”, revelou um esquema fraudulento envolvendo uma loja virtual criada em parceria com Anderson Bonetti, especialista em tecnologia e também investigado no caso.

A loja virtual, associada à imagem de Nego Di, oferecia produtos como ar condicionado, celulares e televisores a preços muito abaixo do mercado. No entanto, os produtos nunca eram entregues aos compradores, lesando centenas de vítimas e gerando um prejuízo estimado em R$ 330 mil.

Como funcionava o golpe

Nego Di e Bonetti se conheceram no final de 2021 e iniciaram a parceria fraudulenta. Bonetti, que já era réu em uma ação penal por participação em organização criminosa, ficou responsável pela criação e gestão da loja virtual, enquanto Nego Di promovia os produtos e atraía clientes.

A loja começou a operar em março de 2022 e rapidamente alcançou milhões de pessoas. No entanto, os produtos vendidos não existiam em estoque e as entregas eram constantemente adiadas. Mesmo após diversas reclamações de clientes, Nego Di continuou promovendo a loja e recebendo pagamentos, totalizando mais de R$ 300 mil.

O relato das vítimas

Uma das vítimas do golpe foi um morador de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que comprou 33 aparelhos de ar condicionado na loja virtual com a intenção de revendê-los. Ele fez um empréstimo de R$ 30 mil para realizar a compra, mas nunca recebeu os produtos.

A vítima relatou ter entrado em contato com Nego Di, que prometeu ressarci-lo assim que possível. No entanto, após a prisão do influenciador, a vítima ainda não recebeu o dinheiro de volta e espera que a justiça seja feita.

Investigação e prisão

A Polícia Civil investigou o caso por mais de um ano, analisando documentos, vídeos, ocorrências e dados bancários. A investigação revelou que a fraude gerou uma receita de mais de R$ 5 milhões, mas o prejuízo para as vítimas foi menor devido ao fato de muitas delas não terem registrado ocorrência policial.

Nego Di está em prisão preventiva e seu sócio, Anderson Bonetti, está foragido. A polícia segue investigando o caso e buscando localizar Bonetti para que ele também responda pelos crimes.

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