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Capital tem superlotação nas emergências devido à fumaça das queimadas

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Foto: Divulgação

As emergências dos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) e unidades de pronto atendimento em Porto Alegre estão enfrentando superlotação. Segundo Paulo Ricardo Bobek, coordenador de Urgências da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a fumaça proveniente das queimadas no Norte do país agravou ainda mais um cenário já crítico.

O inverno naturalmente aumenta o número de atendimentos por problemas respiratórios. No entanto, a exposição à poluição tem causado um agravamento nos casos de inflamações e problemas cardiovasculares. “Diante da poluição, temos a piora dos quadros respiratórios, crises de asma, bronquite, risco de infartos e, consequentemente, aumento na procura por atendimentos nas emergências. Além dos problemas relacionados à enchente, há um acréscimo devido à situação do clima. Dados literários já apontam que a exposição à poluição aumenta a procura por atendimento”, explicou Bobek.

Para enfrentar a superlotação, Porto Alegre intensificou o serviço com a Operação Inverno, ampliando atendimentos, inclusive aos finais de semana.

De acordo com o painel de monitoramento da SMS, os seis hospitais do SUS e as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital estão superlotados. A situação é crítica nos setores adultos e pediátricos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2018 indicam que a poluição do ar em ambientes externos provoca a morte de mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil.

Recomendações para a População

  • Se tiver sintomas respiratórios, busque atendimento médico o mais rápido possível.
  • Beber mais água e líquidos para manter o aparelho respiratório protegido.
  • Se possível, ficar menos tempo em ambientes abertos durante o dia ou à noite.
  • Manter portas e janelas fechadas para diminuir a entrada da poluição externa.
  • Evitar atividades ao ar livre enquanto durar o período crítico de contaminação do ar.

Recomendações para Pessoas com Problemas Cardíacos, Respiratórios e Imunológicos

  • Manter ao alcance os medicamentos indicados pelo médico para uso em crises agudas.
  • Buscar imediatamente atendimento médico se apresentar sinais ou sintomas de piora das condições de saúde após exposição à fumaça.
  • Consultar o médico sobre a necessidade de ajustar o tratamento.

Fonte: GZH

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