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Bombeiros do Acre são enviados ao RS para ajudar em reconstrução de cidades afetadas por enchentes

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Foto: Diego Gurgel

O governo do Acre enviou mais uma equipe de bombeiros para auxiliar na reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A nova equipe é composta pelo 1º tenente do Corpo de Bombeiros Rogério Oliveira e o gestor de políticas públicas da Defesa Civil Pedro Henrique. Eles foram convocados para apoiar a Defesa Civil Nacional na prestação de socorro às vítimas.

No último mês, um oficial, três militares do Corpo de Bombeiros, uma embarcação, uma viatura e equipamentos de proteção individual e de salvamento também foram enviados para socorrer as vítimas da enchente no estado gaúcho. Essa equipe já retornou ao Acre na última semana.

Segundo o governo do Acre, os novos enviados são membros do Grupo de Apoio a Desastres (Gade), da Defesa Civil Nacional. O objetivo é ajudar na formalização dos pedidos de reconhecimento federal e nos processos de restabelecimento dos serviços.

“Somos capacitados em cursos de Defesa Civil para realizar esse tipo de apoio aos municípios no gerenciamento do sistema de informação de desastres, o que permite a chegada de recursos para os estados e municípios”, afirmou o tenente Rogério Oliveira.

Pedro Henrique informou que os trabalhos começaram no dia 21 de maio, com visitas aos municípios afetados. “Até o momento, já visitamos Canoas, Balneário Pinhal, Porto Alegre, Esteio, São Leopoldo, Eldorado do Sul e Guaíba, e novas visitas estão previstas até a desmobilização. Os trabalhos são variados, devido às demandas das visitas técnicas às cidades afetadas”, declarou.

A primeira equipe de bombeiros acreanos enviada ao Rio Grande do Sul retornou ao Acre no dia 28 de maio, após 19 dias de missão. Eles partiram de Rio Branco no dia 9 de maio, percorrendo mais de 4.400 quilômetros até Porto Alegre. Durante a missão, os bombeiros resgataram 57 pessoas e nove animais, além de prestar apoio humanitário, fornecendo remédios, comida e água para aqueles que permaneceram em suas casas durante a tragédia.

A equipe do CBMAC também auxiliou a Polícia Federal no transporte de tropas e equipamentos e deu apoio à imprensa no transporte aquático pelas áreas inundadas. O capitão Marcos Corrêa, comandante do batalhão de Tarauacá, liderou a missão e descreveu o cenário como totalmente devastador. “As buscas continuavam, mas retornamos porque, segundo as Diretrizes de Direito Nacional de Resposta a Desastres, as equipes ficam de sete a dez dias por questões físicas e psicológicas, geralmente ocorrendo a substituição dessas equipes de salvamento. No caso do Acre, houve apenas a desmobilização”, explicou.

No primeiro dia da missão, os bombeiros acreanos ajudaram a resgatar 14 pessoas, destacando a importância de sua presença e atuação na tragédia.

Fonte: G1

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