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Bolsonaro e Tarcísio à procura de um evangélico para o Senado

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O candidato seria um nome próximo às igrejas e ocuparia, caso eleito, uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa na próxima eleição.

 

Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) estariam à procura de um evangélico para lançarem como candidato ao Senado em 2026, registrou O Globo.

O  candidato seria um nome próximo às igrejas e ocuparia, caso eleito, uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa na próxima eleição.

Para a outra vaga, a preferência de Bolsonaro é pelo filho Eduardo, que está licenciado da Câmara dos Deputados e autoexilado nos Estados Unidos.

Por que um evangélico?

“O cálculo é que ter um evangélico na chapa seria uma forma de fidelizar o eleitorado de baixa renda, onde os cultos têm mais apelo”, diz o jornal.

Segundo o IBGE, os evangélicos eram 22% da população de São Paulo em 2010.

Pesquisas mais recentes, no entanto, sugerem que o percentual possa ter crescido pelo menos dez pontos em 15 anos.

Um ministro “terrivelmente evangélico” para o STF

Em julho de 2019, ainda no seu primeiro ano na Presidência da República, Bolsonaro prometeu indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal, evidenciando a influência das igrejas na direita.

 

O ex-presidente acanou indicando o advogado e pastor presbiteriano André Mendonça, que também chefiou a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para o cargo.

A indicação foi aprovada pelo Senado em 1º de dezembro de 2021.

Lula também tenta se aproximar dos evangélicos

Em queda de popularidade, Lula passou todo o ano de 2024 tentando se conectar de alguma forma com o eleitorado evangélico.

 

Já em dezembro de 2023, o Palácio do Planalto colocou para circular propagandas cheias de “Graça alcançada, Senhor!” e “graças a Deus”.

O presidente também passou algum tempo encaixando “Deus” e “milagre” em seus discursos, deu conselhos a mulheres para não terem muitos filhos e fez até uma crítica pública à “putaria” no cinema e nas novelas em evento pelo Dia Nacional do Cinema.

 

A missão é muito difícil, como constatou O Antagonista mais de uma vez. O passivo político do PT é muito grande, e os eleitores do partido mais à esquerda esperam ouvir um discurso contrário ao que agradaria aos evangélicos.

 

FONTE: O ANTAGONISTA

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