Mundo
Bancada gaúcha se mobiliza contra a seca

Deputados estaduais, federais, senadores e secretários estaduais lotaram auditório do Ministério da Agricultura em busca de soluções para crise hídrica
A grave crise hídrica que atinge o Rio Grande do Sul produziu uma rara união de forças políticas nesta terça-feira (15), em Brasília. Lideranças de todos os partidos e tendências ideológicas se juntaram na mesma trincheira. Deputados estaduais, federais, senadores e secretários estaduais lotaram o auditório do Ministério da Agricultura para um encontro com o secretário-executivo da pasta, Marcos Montes, e o secretário de Política Agrícola, Guilherme Bastos. O principal desafio é encontrar espaço no orçamento para atender a elevada demanda por recursos para o enfrentamento da estiagem e das fortes chuvas que atingiram os estados do Centro-Sul do Brasil. Pelos cálculos do MAPA, esta conta pode chegar até R$ 2,7 bilhões.
O governo federal trabalha com alguns cenários que envolvem a edição de uma Medida Provisória com a abertura de crédito emergencial para atender os agricultores mais vulneráveis. Também está prevista a apresentação de um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) para encontrar uma solução para o rombo de R$ 2,9 bilhões no orçamento dos recursos equalizados, provocado pelo aumento da taxa Selic, situação que forçou o governo a suspender as operações neste segmento. O remanejamento dos recursos dentro dos ministérios é insuficiente para viabilizar a liberação de linhas de crédito com taxas controladas.
Uma das ideias apontadas pela bancada gaúcha é a busca de recursos dentro do orçamento destinado às emendas parlamentares. Como dever de casa, deputados e senadores do Rio Grande do Sul vão trabalhar em bloco para sensibilizar os líderes partidários e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sobre o drama vivido pelos gaúchos. “Talvez o Brasil ainda não conheça a real extensão do nosso problema. Um Estado que depende da agricultura praticamente não terá colheita. Será um ano terrível para todos. Vamos precisar do apoio de todos os brasileiros”, destacou o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), um dos principais incentivadores do encontro no Ministério da Agricultura.
O parlamentar acrescenta que será preciso agilidade na tomada de decisões por parte do Executivo e na tramitação legislativa. “Eu temo muito por este tempo da política. Porque precisamos aprovar um PLN que depende de reunião do Congresso e isso só será possível em março, depois do Carnaval. Nossa ação política precisa ser mais intensiva”, cobrou. Outra preocupação do parlamentar diz respeito ao aumento da fatia de participação do crédito privado no financiamento do agronegócio. Ele explica que a falta de grãos que deveriam ser entregues como pagamento dos financiamentos vai provocar graves prejuízos para todos os entes da cadeia, como produtores rurais, cooperativas, cerealistas e tradings. “O que está dentro do Manual do Crédito Rural a gente sabe como proceder. E o que está fora do MCR, quem vai regular essa relação?”, questionou. Jerônimo ainda cobrou medidas de apoio aos pescadores artesanais da Lagoa do Peixe (que enfrentam o drama da seca e do esvaziamento da lagoa) e os do Rio Jacuí (afetados pela proliferação de piranhas).
Mundo
Justiça determina que governo Trump recontrate dezenas de milhares de funcionários

Dois juízes dos Estados Unidos ordenaram que agências federais reintegrassem dezenas de milhares de trabalhadores em estágio probatório que foram demitidos em 19 agências como parte da iniciativa de enxugamento do governo do presidente Donald Trump.
Um dos juízes, James Bredar, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, também restringiu temporariamente o governo de realizar quaisquer “reduções de força de trabalho” planejadas nas 18 agências afetadas por sua ordem. Isso inclui um corte planejado que o Departamento de Educação anunciou esta semana, que o deixaria com cerca de metade da equipe que tinha quando Trump assumiu o cargo.
Juntas, as decisões formaram um amplo, ainda que temporário, alívio para funcionários em grande parte do governo, incluindo grandes agências como os Departamentos de Defesa, Tesouro, Assuntos de Veteranos e Interior. E elas representaram a mais significativa resistência judicial até agora contra os esforços de Trump e Elon Musk para cortar a força de trabalho federal.
A ordem do juiz Bredar, na quinta-feira à noite (13), seguiu uma semelhante no início do dia do juiz William H. Alsup, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O juiz Alsup concluiu que a demissão de trabalhadores em estágio probatório pelo governo Trump foi essencialmente feita ilegalmente por decreto do Gabinete de Gestão de Pessoal, o braço de recursos humanos do governo. Somente as próprias agências têm amplos poderes de contratação e demissão, disse Alsup.
O juiz da Califórnia ordenou que o Tesouro e os Departamentos de Assuntos de Veteranos, Agricultura, Defesa, Energia e Interior cumprissem sua ordem e se oferecessem para reintegrar quaisquer funcionários em estágio probatório que tivessem sido indevidamente demitidos. Alsup acrescentou que estava aberto a expandir sua decisão mais tarde para aplicar a outras agências onde a extensão dos danos não tivesse sido tão completamente documentada.
A decisão do juiz Bredar, em um processo aberto há uma semana por 19 procuradores-gerais estaduais, também se aplicava a todas essas agências, exceto o Departamento de Defesa, junto com outras 13. Embora ele tenha ordenado que os trabalhadores em estágio probatório fossem reintegrados, ele disse que isso poderia incluir licença administrativa remunerada.
Alegação “frívola”
Nenhuma das ordens foi uma decisão final no caso. A decisão do juiz Alsup foi uma liminar (provisória), com a intenção de permanecer em vigor enquanto o caso é julgado e uma decisão final é proferida. A decisão do juiz Bredar é ainda mais curta, apenas uma medida de duas semanas com o objetivo de pausar quaisquer cortes mais drásticos nessas agências enquanto o processo se desenrola.
O juiz Bredar disse em sua longa decisão que a alegação do governo de que as demissões dos funcionários em estágio probatório foram por justa causa, e não uma demissão em massa, “beira o frívolo”. O juiz Alsup, em uma audiência na quinta-feira anterior, concluiu praticamente o mesmo e deixou claro que achava que a maneira como o governo Trump demitiu os trabalhadores em estágio probatório era uma “farsa”.
Nesse caso, os sindicatos de funcionários federais contestaram a legalidade de como essas agências haviam demitido trabalhadores em estágio probatório. Os sindicatos, argumentando que esses trabalhadores haviam sido envolvidos em um esforço maior de Trump e Musk, que lidera a iniciativa conhecida como Departamento de Eficiência Governamental, para devastar arbitrariamente o governo federal e desmoralizar seus funcionários, estavam buscando uma liminar.
Fonte: O Sul.
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Papa Francisco completa um mês de internação; entenda quadro de saúde

O papa Francisco passou mais uma noite tranquila, segundo informou a Santa Sé sobre o estado de saúde do pontífice nesta sexta-feira (14). O argentino de 88 anos foi levado em 14 de fevereiro ao Hospital Gemelli, em Roma para tratar de uma pneumonia bilateral e completa agora um mês de internação.
Na tarde dessa quinta-feira (13), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição. Jorge Mario Bergoglio foi eleito na quinta votação do conclave de 2013, convocado após a renúncia do papa Bento XVI.
Também à tarde, ele participou dos exercícios espirituais para a Cúria Romana em conexão de vídeo com a Sala Paulo VI.
Em seguida, Francisco retomou a terapia respiratória. “Francisco continua alternando a ventilação mecânica não invasiva à noite com oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais usadas durante o dia”, disse, na quinta-feira, o Vaticano.
No mesmo dia, também foram entregues ao pontífice centenas de mensagens de crianças e jovens enviadas ao Vaticano por escolas, associações e instituições religiosas.
Fonte: O Sul.
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