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Aveia ajuda a prevenir doenças crônicas; veja quantidade recomendada e como incluí-la na dieta

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Foto: Pixel-Shot/Adobe Stock

A aveia é um dos cereais mais consumidos no mundo, encontrando espaço em diversas preparações como flocos em saladas de frutas ou farinha para bolos. No Brasil, só perde em popularidade para o arroz e o trigo. Nutricionalmente, a aveia merece destaque.

“Entre os cereais, a aveia se sobressai pelo seu alto teor de proteína e lipídios, que possuem excelentes propriedades antioxidantes”, afirma Melicia Galdeano, pesquisadora do Laboratório de Cereais da Embrapa Agroindústria de Alimentos. A aveia também é rica em carboidratos, minerais (como cálcio, ferro, magnésio, zinco e potássio), e vitaminas do complexo B. Além disso, é uma excelente fonte de fibras, com cerca de 15% de fibras no grão, conforme a produção brasileira.

Embora não sejam digeridas, as fibras da aveia atuam no trato digestório, alimentando as bactérias da microbiota intestinal e auxiliando no processamento dos resíduos.

Alimento funcional

A aveia foi um dos primeiros alimentos considerados funcionais, devido aos compostos bioativos que ajudam na prevenção e tratamento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

“Toda a ação da aveia se justifica pelo seu teor de fibras totais, fibras solúveis e presença de beta-glucana”, explica Manuela Dolinsky, nutricionista e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). A beta-glucana, uma fibra solúvel, transforma-se em um gel no trato digestório, interagindo com secreções estomacais e intestinais. Essa interação proporciona diversos benefícios à saúde, como:

  • Redução da absorção de gordura, devido à ação sobre os sais biliares.
  • Diminuição da absorção de glicose, interferindo nas enzimas alfa-amilases pancreáticas.
  • Produção de ácidos graxos de cadeia curta, que são absorvidos no fígado e ajudam a reduzir a síntese do colesterol.

Estudos da UFF indicam que o consumo diário de seis a oito colheres de aveia em flocos por idosos reduziu o LDL (mau colesterol). Contudo, Manuela destaca que a aveia não é uma cura milagrosa e deve ser usada como complemento a tratamentos médicos.

Como incluir a aveia na dieta

A aveia, disponível em flocos, farelo e farinha, pode ser usada no preparo de bolos, acompanhada de frutas ou misturada a iogurtes. Manuela recomenda consumi-la nos lanches entre as refeições, com uma ingestão diária de 60 a 100 gramas (meia a uma xícara).

Flocos e farinha contêm os mesmos nutrientes dos grãos, com variações na concentração devido ao processamento. O farelo, rico em fibras e proteínas, é obtido do peneiramento da farinha de aveia. Cada versão tem seu uso ideal – a farinha, por exemplo, é mais adequada para bolos.

Cuidados no consumo

Não há limite específico para o consumo de aveia, mas é importante beber bastante água para evitar constipação devido ao alto teor de fibras. Atenção especial deve ser dada a produtos ultraprocessados com aveia, como cereais matinais e barras de cereais, que muitas vezes contêm altos níveis de açúcar.

Além disso, é essencial comprar aveia de fornecedores confiáveis, evitando produtos a granel que podem conter contaminantes. “Um fornecedor confiável garante que o alimento seja tratado adequadamente, evitando a ingestão de bactérias indesejadas”, conclui Manuela.

Fonte: Estadão

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