Além do trabalho de montagem das estruturas de metal e fibra plástica, a construção do refúgio temporário inclui a terraplanagem de parte da área, a adequação das redes de iluminação e esgoto, e a preparação de instalações complementares como refeitório, banheiros e espaço multiuso. Estima-se que o serviço seja concluído no início de julho, quando os centros serão capazes de acolher entre 700 e 800 pessoas que perderam suas casas devido à inundação.
Dos centros de acolhimento planejados, três estão localizados na Capital e dois em Canoas. A unidade no bairro São Luís será a única a contar com as 208 casas fornecidas pela Acnur; os demais terão configuração semelhante à de um hospital de campanha, com uma grande lona externa e divisórias internas. As casas da Acnur, com dimensões de 18 metros quadrados e capacidade para até cinco pessoas, estão sendo erguidas tanto na área externa do terreno quanto, em menor número, dentro do pavilhão existente no local — destinado às famílias com maior necessidade de cuidado.
Na manhã desta quinta-feira, o vice-governador Gabriel Souza e o secretário de Resiliência Climática de Canoas, José Fortunati, visitaram o local para verificar o andamento dos preparativos, que são financiados em parceria com o sistema Fecomércio-RS, Sesc e Senac. Eles observaram as atividades de terraplanagem, adequação de esgoto e montagem das casas modulares.
Cerca de 50 militares de um batalhão do Exército, deslocados do Paraná, inicialmente montaram a parte superior de cada abrigo dentro do pavilhão. Em seguida, instalaram as hastes metálicas de sustentação, que se encaixam nas ferragens do chão. Depois, fixaram as paredes feitas de material plástico flexível e a porta. Na área externa, as casas estão sendo instaladas duas a duas, compartilhando uma parede divisória. Até o meio da manhã, oito moradias já estavam concluídas dentro do pavilhão, e outras oito estavam sendo montadas do lado de fora, com o trabalho prosseguindo em ritmo acelerado.
A prefeitura de Canoas será responsável por selecionar os ocupantes das casas provisórias, que serão distribuídas em setores para famílias, mulheres com filhos, apenas para mulheres e exclusivamente para homens desacompanhados. A vigilância permanente será garantida pela Brigada Militar, conforme informado pelo vice-governador.
A gestão dos centros de acolhimento será conduzida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), outro órgão vinculado à ONU com experiência internacional na administração de espaços destinados a pessoas em situação vulnerável. O espaço no bairro São Luís está entre os mais avançados em termos de conclusão, ao lado do Centro Vida, em Porto Alegre.
Em Canoas, o segundo abrigo temporário será montado no Centro Olímpico Municipal, com capacidade para receber de 800 a mil pessoas. Em Porto Alegre, as estruturas serão instaladas no Complexo Cultural Porto Seco (550 pessoas), no Centro de Eventos Ervino Besson (550 pessoas), e no Centro Vida, previsto para atender de 800 a mil pessoas.
Fonte: GZH