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Arrecadação de ICMS no Rio Grande do Sul cai R$ 1 bilhão em razão das enchentes de maio
A arrecadação de ICMS no Rio Grande do Sul sofreu uma queda significativa de R$ 1,04 bilhão devido às enchentes ocorridas em maio. Antes das inundações, era esperado um montante de R$ 7,91 bilhões para o período entre 1º de maio e 30 de junho. No entanto, foram arrecadados apenas R$ 6,87 bilhões, representando uma redução de 13,2%, conforme indicado no sétimo Boletim Econômico-Tributário da Receita Estadual.
Em maio, a queda foi mais acentuada, alcançando 17,3% (R$ 690 milhões) em relação ao previsto. Em junho, a redução foi de 8,9% (R$ 350 milhões), influenciada também pelo pagamento de R$ 818 milhões que venceram em maio, prorrogados devido às medidas adotadas pelo governo gaúcho.
Além dos impactos diretos das enchentes e das prorrogações de prazos, as variações na arrecadação refletem mudanças na legislação do ICMS, flutuações na atividade econômica e dificuldades de pagamento por parte das empresas.
Os setores mais afetados em maio foram supermercados (-52,4%), calçados e vestuário (-49,4%) e transportes (-49,2%). Em contraste, combustíveis e lubrificantes (10,7%) e energia elétrica (4,6%) apresentaram aumento. Já em junho, as maiores quedas foram observadas nos setores de bebidas (-35,5%), polímeros (-20,8%) e combustíveis e lubrificantes (-14,7%).
Houve crescimento em sete setores em junho, com destaque para produtos vegetais (21,2%), comunicações (13,4%) e supermercados (5%). Esses dados são suportados pela análise das operações comerciais das empresas nas regiões afetadas, mostrando uma redução de 21% nas vendas para consumidores finais e de 5% nas vendas entre empresas, comparando a média dos últimos sete dias com o período anterior às enchentes. No auge da crise, esses índices chegaram a -83% e -79%, respectivamente.
Além disso, o número de empresas emitindo notas fiscais nas áreas inundadas também diminuiu, com queda de 29% nas vendas para consumidor final e 14% nas vendas entre empresas, no mesmo período comparativo. A situação continua sendo monitorada de perto pelas autoridades para avaliar os impactos contínuos sobre a economia do estado.
Fonte: Jornal o Sul