Seguindo a lógica hollywoodiana, o sucesso do primeiro filme levou à produção de uma continuação. Divertida Mente 2, agora dirigido por Kelsey Mann, foi lançado nos Estados Unidos na última sexta-feira (14), tornando-se uma das maiores estreias para uma animação na história. No Brasil, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (20).
No primeiro filme, acompanhamos Riley, uma menina de 11 anos, lidando com mudanças em sua vida e tentando equilibrar suas cinco emoções — Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. Na sequência, a protagonista enfrenta a adolescência e a chegada de novos e confusos sentimentos.
Mas o que faz dos dois filmes Divertida Mente um sucesso entre os adultos, que muitas vezes se emocionam profundamente com as produções? As cinco emoções de Riley ajudarão a responder.
A tristeza é fundamental
Em um momento de Divertida Mente, a Tristeza, sempre malvista pelos outros sentimentos, especialmente a Alegria, revela-se essencial para o desenvolvimento humano. Em várias fases da vida, a melancolia é crucial para lidar com situações delicadas, ajudando a compreender esses momentos e seguir em frente. Não é possível — nem necessário — estar feliz o tempo todo.
Ninguém é definido por uma única emoção
O primeiro filme já sugere que nenhuma pessoa é definida por uma única emoção. A jornada de cada ser humano inclui variações, com cada sentimento “assumindo o controle” em determinados momentos. A partir disso, memórias são criadas e se tornam parte da personalidade de cada um. No final do filme original, a Tristeza e a Alegria se unem para criar uma lembrança com um pouco de ambas. O segundo filme amplifica essa mensagem, exemplificando a complexidade de cada pessoa.
A dor do amadurecimento
Um dos momentos mais dramáticos de Divertida Mente é quando Bing Bong, o amigo imaginário de Riley, fica preso na zona do esquecimento e desaparece da memória da menina. Esse momento, que já entristeceu as crianças por causa do personagem cativante, impacta ainda mais os adultos. Representa visualmente o amadurecimento e a perda de uma parte da inocência. É difícil não se emocionar ao perceber o que já foi deixado para trás.
Nostalgia
O amadurecimento traz a perda de parte da inocência e o avanço da idade introduz a nostalgia. Este sentimento, quase intrusivo, vem ganhando cada vez mais espaço no cotidiano. A segunda parte do filme mostra que, na adolescência, a nostalgia ainda não é predominante, mas já sugere que esse sentimento se tornará mais presente na vida adulta.
Peculiaridades dos adultos
Enquanto algumas piadas funcionam bem para os pequenos, outras são compreendidas principalmente pelos adultos. Por exemplo, quando a animação mostra a mente dos pais de Riley, cada pessoa tem uma emoção predominante na “sala de comando”, destacando suas peculiaridades. Momentos engraçados ocorrem quando lembranças intrusivas ganham destaque, como a música de uma propaganda antiga de pasta de dente.
Essas sacadas são mais efetivas para os mais velhos, que podem refletir sobre essas situações e achar graça nos pensamentos que surgem “do nada”. Outro destaque para o público mais veterano é quando a mãe de Riley, no primeiro filme, lembra-se do piloto de helicóptero pelo qual foi apaixonada na juventude, desligando-se do marido e projetando outra vida, mesmo que por breves momentos. É uma mistura de nostalgia com uma pitada de frustração — engraçado, mas levemente melancólico.
Fonte:GZH