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A VERDADEIRA SITUAÇÃO DOS ANIMAIS EM SANTA ROSA
Secretário Quim Massotti esclarece todas as dúvidas quanto a atuação do setor público
O excesso de população canina e felina é um problema muito sério no nosso país e requer um controle muito apertado de natalidade. Em Santa Rosa a situação não é diferente, não só no controle de natalidade, mas situação de abandono (cães e gatos de rua), maus tratos, dificuldade de alimentação, moradia dos animais, socorro em atropelamentos e a dificuldade, principalmente financeira, de conseguir atendimento veterinário.
Para esclarecer quais atitudes a setor público vem tomando em relação a estes problemas conversamos com o Secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Quim Massotti e o Chefe do Departamento de Bem Estar Animal, Marcelo Hoisler, de Santa Rosa.
Segundo o secretário, “a partir do ano de 2013 foi criado o Departamento de Bem Estar Animal e uma legislação, e sim, estamos respeitando os direitos dos animais”.
CASA DE PASSAGEM
Ao logo destes oito anos foram realizadas várias ações, há quatro anos foi construída uma casa de passagem com 12 baias, 03 em cada uma, totalizando 36 animais no local.
“É uma Casa de Passagem, nós não temos canil, a Casa tem um ciclo onde os animais são resgatados, curados, enviados para feiras de adoção, e se isto não acontecer, nós castramos e devolvemos para a rua, é o que manda a nossa legislação, pois seria muito pior que o animal passe enjaulado a vida inteira, isto chama-se bem estar animal”, esclareceu Quim Massotti.
Com a ajuda do Conselho Municipal do Meio Ambiente (CONSEMMA), foi conseguido um veículo e foi se estruturando o setor, hoje os animais estão sendo respeitados dentro do que se tem de estrutura disponível e condições financeiras.
Conforme Marcelo Hoisler, “a Casa de Passagem está lotada, a pandemia prejudicou a realização de feiras de adoção responsável, dificultando a rotatividade de animais”.
CÂMERAS DE MONITORAMENTO
“Estamos colocando câmeras de monitoramento na Casa, porque sem a autorização do município, as pessoas dão remédios e alimentos que elas acham que devem ser dadas aos animais, e agora com as câmeras elas deverão responder inclusive a um processo por não estarem autorizadas. Vamos restringir o acesso de pessoas no local, porque eles precisam entender que o município possui um veterinário, mas elas teimam que ele não está fazendo um bom trabalho ou dando diagnósticos errados, “disse Quim.
RAÇÃO PARA OS ANIMAIS
A informação que nos chegou da falta de ração no local é infundada segundo o secretário, ”sempre tivemos ração, temos inclusive em estoque, nunca irá faltar ração para os animais, Temos também uma pessoa que limpa as baias todos os dias, que os trata com comida e água”, declarou o secretário.
ACESSO AOS ANIMAIS
Para Quim, “ninguém deve ter acesso aos animais, mas acontece que as ONGs que existem em Santa Rosa, quando resgatam animais, elas querem ter o cuidado dele, e acabam indo lá e voltando para ver se eles estão bem, o que é perfeitamente compreensível, mas gerava muita reclamação. Agora com o monitoramento isto tudo pode ser esclarecido”.
Todo o sistema de bem estar animal é acompanhado pelo Ministério Público, Dra. Ana Paula Mantei, Promotora, que a cada mês nos pede informações, vai até o local verificar.
ATENDIMENTOS
Conforme o secretário, “temos sim algumas reclamações, mas não conseguimos salvar o mundo, então terão animais que não serão atendidos, não temos estrutura para isso. Em 2020 o município investiu mais de R$ 100 mil reais”
NÚMERO DE CASTRAÇÕES
“Há quatro anos atrás não tínhamos nenhum recurso para castração, nos últimos dois anos estamos com recursos do Fundo de Meio Ambiente para castrar 150 fêmeas de cachorro por ano, o que dá em torno de R$ 60 mil reais, e a gente divide este recurso entre a prefeitura e as duas ONGs atuantes, o que sabemos não ser o suficiente, mas quando você cria uma ONG, precisa saber que está criando ela porque talvez o poder público não esteja conseguindo dar atenção a um fator.
Mesmo com todas as dificuldades o poder continua investindo no setor, é um processo evolutivo que somente com o tempo os resultados irão aparecer. Hoje não conseguimos atender a todos por falta de estrutura e recursos, e é aí que entram as ONGs, porque elas tem sua “caixinha”, doações e parcerias com veterinários para que elas consigam ser parceiras do município e gerindo castrações que não conseguimos fazer. É óbvio que para elas é muito difícil, pois a demanda é muito grande.
RESGATE DE ANIMAIS ACIDENTADOS
A secretaria possui um veículo específico para o resgate de animais adoentados e atropelados. “É importante salientar que temos uma demanda muito grande, não temos SAMU animal, o município não trabalha 24h resgatando animais, portanto fora de hora fica difícil. Lógico que o animal não escolhe a hora para ser atropelado, mas a pessoa que viu o fato pode socorrer, se foi você que atropelou, no mínimo preste socorro, mas o que acontece é que acabam ligando para o município socorrer.
As ONGs existem para apoiar o que não conseguimos fazer, como dito, não temos plantão para atender este tipo de ocorrência.
É preciso salientar o trabalho magnífico das ONGs, as reclamações são pertinentes, mas estamos fazendo o que é possível” afirma Quim Massotti.
CASTRAMÓVEL
Através da Defensoria Pública foi conseguido um veículo para deslocar o Castramóvel, “o grande problema para colocar o projeto em funcionamento é o custo para montar o trailer, pois tudo que é pedido pelo Conselho de Veterinária custaria mais de R$ 160 mil para habitá-lo. A Câmara de Vereadores devolveu em torno de R$ 40 mil para este projeto, mas ainda é preciso bem mais.
O sois projetos para 2011 é colocar o Castramóvel em funcionamento e criar uma clínica que também faça castrações na Casa de Passagem”, finalizou o Secretário.