Política
Eleição nos EUA: em carta a deputados, Joe Biden pede fim da pressão contra sua candidatura

Nesta segunda-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou uma carta aos deputados democratas recusando novamente os pedidos para que desista de concorrer à reeleição.
No documento de duas páginas, Biden também solicitou que os deputados parem de pressioná-lo por sua desistência. “É hora de acabar com isso”, afirmou o presidente.
“Temos 42 dias até a Convenção Democrata e 119 dias até as eleições gerais”, escreveu Biden. “Qualquer enfraquecimento da determinação ou falta de clareza sobre a tarefa que temos pela frente só ajuda Trump e nos prejudica. É hora de nos unirmos, avançarmos como um partido unificado e derrotar Donald Trump.”
Biden também ressaltou no documento que os membros do Partido Democrata têm o dever de derrotar o candidato republicano, Donald Trump.
A pressão para que Biden, de 81 anos, desista da candidatura começou na semana passada, após seu mau desempenho no primeiro debate eleitoral, realizado pela CNN em Atlanta. O presidente, que se mostrou confuso, hesitante e pouco reativo durante o debate, admitiu não ter ido bem, mas continua insistindo que tem capacidade para seguir na disputa.
Também nesta segunda-feira, o presidente deu uma entrevista à rede de TV norte-americana NBC, na qual criticou os democratas que pediram sua desistência.
Ele expressou sua frustração com as elites do Partido Democrata e desafiou os deputados que pedem sua desistência a enfrentá-lo na convenção da sigla, que ocorrerá em agosto, onde será formalmente confirmado como candidato democrata.
“Não me importo com o que esses grandes nomes do partido pensam”, disse Biden.
Trump debocha
No sábado (6), o ex-presidente Donald Trump afirmou que Joe Biden deve continuar com sua campanha presidencial, apesar dos apelos de alguns democratas para que desista.
“O desonesto Joe Biden deve ignorar seus muitos críticos e seguir em frente, com entusiasmo e força, com sua campanha poderosa e de longo alcance”, escreveu Trump sarcasticamente no Truth Social.
Trump zombou de Biden, fazendo várias alegações infundadas sobre suas políticas, e chamou a campanha de Biden de “Destruição Americana.”
“Ele deve ser afiado, preciso e enérgico, assim como ele estava no Debate, na venda de suas políticas de Fronteiras Abertas [onde milhões de pessoas, incluindo números terroristas, são autorizados a entrar em nosso país, de prisões e instituições mentais, totalmente sem controle e sem veto!], para acabar com a Previdência Social, Homens jogando em esportes femininos, altos impostos, altas taxas de juros, incentivando militares, inflação incontrolável, crime recorde, apenas veículos elétricos, subserviência à China e outros países, guerras intermináveis, colocando a América por último, perdendo nosso padrão baseado em dólares e muito mais. Sim, Joe Dorminhoco deve continuar sua campanha de Destruição Americana e, FAÇA CHINA GRANDE NOVAMENTE!”
O post de Trump reflete a tentativa dele e de seus aliados de determinar quem seria o melhor adversário democrata para sua campanha, com alguns republicanos acreditando que o caminho de volta à Casa Branca seria mais fácil com Biden na liderança.
“O caos é nosso amigo”, disse uma pessoa próxima a Trump. Um pesquisador republicano afirmou que Trump “prefere enfrentar o diabo que conhece do que o diabo que não conhece.”
Fonte: Jornal o Sul
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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