Domo de calor: entenda o fenômeno que está causando recordes de temperatura no Brasil
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Domo de calor: entenda o fenômeno que está causando recordes de temperatura no Brasil

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TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

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Nos últimos dias, uma onda de calor fez com que vários Estados brasileiros registrassem recordes históricos de temperatura.

 

Com a influência de fenômenos globais como o El Niño e as mudanças climáticas, meteorologistas e climatologistas explicam que o calorão atual está relacionado a um processo chamado “domo de calor”.

O fenômeno é marcado pelo aprisionamento de uma grande massa de ar quente numa determinada região, que impede a chegada de frentes frias ou chuvas e faz os termômetros subirem drasticamente.

Conheça como acontece a formação desse domo de calor — e como ele acaba.

Tampa na panela

A pesquisadora Marina Hirota, professora associada da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que esse fenômeno também é conhecido entre os especialistas como bloqueio atmosférico.

“E o que isso significa? Na atmosfera, se forma um sistema que impede qualquer outro fenômeno meteorológico, como chuvas ou frentes frias”, explica ela.

“É como se fosse uma grande bolha de ar quente”, compara a especialista.

Essa massa de ar circula de forma vertical, de cima para baixo.

Para completar, o ar quente não consegue se dissipar porque existe uma alta pressão atmosférica que “empurra” essa massa calorosa para baixo, em direção à superfície terrestre.

Conforme desce, essa massa de ar quente passa por um processo de compressão, o que gera ainda mais calor.

Essa região de alta pressão atmosférica funciona praticamente como a tampa de uma panela. Ele retém o calor dentro de um espaço definido — no caso do domo atual, é uma área grande e que abrange vários Estados brasileiros.

Há uma questão importante nesse fenômeno. “O bloqueio atmosférico pode permanecer por vários dias. E quanto mais ele dura, mais intenso pode ficar”, destaca Hirota.

“Mas não é comum que esse bloqueio atmosférico se prolongue por muitos dias, como está acontecendo agora”, acrescenta ela.

Como a massa de ar quente impede a chegada de nuvens mais densas, outro efeito dela é ampliar a incidência de raios solares. Isso, num cenário de primavera e verão (quando há mais radiação solar), deixa tudo mais quente e seco.

Hirota destaca que esse tipo de configuração de massas de ar costuma acontecer naturalmente no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil durante o período de inverno.

“Só que não há um aumento da temperatura, porque há menos radiação solar nesse período”, lembra ela.

“Esses dias são costumeiramente bem abertos, frios, com bastante Sol e poucas nuvens”, complementa a pesquisadora.

Eventualmente, o domo de calor perde força quando há alguma mudança nessa configuração meteorológica, que consegue romper aquela alta pressão atmosférica.

Com isso, a bolha de ar quente consegue se dissipar — e há um alívio na temperatura.

O que esperar para o futuro

O geógrafo Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, destaca que a atual onda de calor foi influenciada e amplificada por fatores como as mudanças climáticas e o El Niño.

O El Niño é marcado pelo aumento acima da média da temperatura nas águas superficiais do Oceano Pacífico nas proximidades da Linha do Equador.

Isso modifica o clima em várias regiões do planeta, como o próprio Brasil.

“Um El Niño forte contribui neste contexto, pois ele dificulta a entrada da temporada de chuvas na Amazônia e no Centro-Oeste brasileiros.”

“E isso se combina com o desmatamento, queimadas, o uso e a ocupação inadequada do solo, para criar as condições ideais para períodos secos e com ondas de calor”, observa ele.

“Isso favorece que a estiagem e as altas temperaturas prevaleçam, ao inibir as chuvas e diminuir a cobertura de nuvens. Isso leva aos valores extremos de temperatura que observamos a partir de agosto.”

“O cenário não é nada bom, considerando que tivemos agora o inverno mais quente do Hemisfério Sul”, diz ele.

Mas o que isso significa para o futuro?

“Teremos mais áreas de alta pressão, que geram menos chuvas e mais ondas de calor”, projeta Aquino.

Segundo as projeções, o regime de chuvas no país pode passar por uma alteração importante.

Atualmente, há uma espécie de corredor que liga a Amazônia ao Sudeste e leva umidade para essa região, especialmente entre os meses de primavera e verão (a partir de setembro e outubro).

Os especialistas observam uma mudança gradual desse eixo, em que as chuvas se deslocam mais para a Região Sul — que atualmente já é castigado por temporais e inundações que fogem dos padrões históricos.

“Quando você combina todos esses fatores com o desmatamento, a modificação de áreas de nascente e vegetação nativa, a tendência é que esses fenômenos se amplifiquem”, conclui Aquino.

Fonte: BBC

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Frio avança e muda o tempo no Rio Grande do Sul

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A entrada de uma massa de ar frio derruba as temperaturas no Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira (3). O tempo segue fechado em grande parte do estado, com previsão de pancadas de chuva na Grande Porto Alegre, Serra, Missões e Norte. Em algumas cidades, a chuva pode ser intensa, acompanhada de rajadas de vento e risco de temporais isolados. Já em outras regiões, o tempo começa a firmar ao longo do dia.

Em Santa Rosa, a quinta-feira será de muitas nuvens, mas com momentos de abertura de sol e possibilidade de chuva rápida. Os termômetros variam entre 20°C e 25°C.

Na sexta-feira (4), a chegada do ar frio se intensifica, derrubando as mínimas para 14°C, enquanto as máximas não devem passar dos 20°C em algumas localidades. O sábado (5) promete amanhecer ainda mais frio, com mínima de 11°C e máxima de 23°C.

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Chuvas em Tuparendi: março registra 141 mm de precipitação

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Tuparendi registrou um total de 141 mm de chuva ao longo do mês de março de 2025, segundo informações enviadas pelo seguidor Iraldino Gaviraghi. A precipitação foi distribuída em quatro principais momentos ao longo do mês.

No dia 9 de março, a cidade recebeu 20 mm de chuva. Posteriormente, no dia 27, houve um acumulado significativo de 75 mm. No dia 29, mais 15 mm foram registrados, e para finalizar o mês, no dia 31 de março, a precipitação alcançou 31 mm.

Esses números mostram um volume considerável de chuvas em Tuparendi, refletindo a variabilidade climática da região. As precipitações são essenciais para a agricultura local e o abastecimento de água, mas também demandam atenção para evitar problemas como alagamentos e erosão do solo.

Continuaremos acompanhando as condições meteorológicas da região e convidamos nossos leitores a compartilharem suas observações sobre o clima na cidade.

 

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Primeiras massas de ar Polar já tem data para ocorrer

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Próximo do dia 12 de abril e 04 de maio que massas chegarão ao Estado

Análise dos prognósticos de médio e longo prazo já dão sinais de quando o frio mais forte poderá chegar ao Brasil. O outono climático até agora registrou grande variabilidade térmica o que é normal no começo da estação de transição. A primeira semana do mês de março foi escaldante e nas demais houve refresco. Massas de ar seco já proporcionaram manhãs frias em partes do sul do Brasil. Tanto que a primeira geada do ano já ocorreu.

A pergunta é quando o frio mais amplo e generalizado irá chegar ao Brasil?

No prognóstico de outono a MetSul já apontou que o outono terá temperatura acima da média histórica em grande parte do território Nacional. Em contrapartida isso não significa ausência total de dias com frio, que naturalmente ocorrem nessa época do ano. Em março até agora a menor temperatura registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia na capital gaúcha foi 16,4°C no dia 14.

Finalmente com base nas análises das saídas gráficas dos modelos matemáticos para os próximos 45 dias algumas informações interessantes apresentam sinais importantes da variabilidade da temperatura nas próximas semanas.

Aí redor do dia 12 de abril e posterior a isso no começo de maio, por volta do dia 04. Como resultado concluímos que nessas duas datas, especialmente, há potencial para a ocorrência de incursão de massa de ar de origem polar que poderá impactar, sobretudo, partes do Centro e Sul do país.

Não será um período prolongado de frio, e terá elevação em seguida.

Nesse sentido, é provável que ocorra mudança brusca de temperatura com previsão de frio significativo por um curto período tanto em abril quanto em maio.

Se esse frio irá provocar a formação somente no curto prazo será possível prever. Se ocorrerá as primeiras marcas negativas de temperatura, também só será possível prever no curto prazo.

É importante ressaltar que os prognósticos poderão mudar, justamente por se tratar do outono, mas é bom indicativo que teremos a predominância de dias amenos e até quentes, alternado com curtos de períodos de frio, os quais poderão ser pontualmente intensos.

Agora ondas de frio, com períodos superiores a 5 dias de marcas muito baixas de temperatura, pelos prognósticos atuais é mais provável que só ocorram mesmo no inverno climático. As projeções sustentam a projeção inicial de um outono de 2025 mais quente que o normal. Apesar disso, curtos de frio irão ocorrer dentro da estação.



Fonte Metsul Meteorologia.

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