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A PRIMEIRA JUÍZA DE FUTEBOL DO MUNDO FOI UMA BRASILEIRA

Conheça a história de Lea Campos, que precisou bater à porta do presidente do país para ter o diploma reconhecido
Antes dela, nenhuma mulher sentira o gosto de, com um apito, reger o espetáculo. Em 1971, a mineira de Abaeté Lea Campos tornou-se a primeira mulher árbitra de futebol do mundo. A estreia foi no México, no primeiro amistoso mundial de futebol feminino, do qual participaram seis equipes: México, Argentina, Inglaterra, Itália, Dinamarca e França.
Para ter o diploma de juíza reconhecido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a atual CBF, Léa percorreu por quatro anos os corredores da burocracia. Eram os anos de chumbo – e o ocupante do Planalto chamava-se Emílio Garrastazu Médici, governando sob a vigência do AI-5. Foi à porta dele que Léa bateu, como último recurso, para derrubar a intransigência de João Havelange, presidente da CBD, que decretara: “Enquanto eu for presidente da CDB, mulher não apita, porque eu não quero.”
Léa tem hoje 73 anos e vive nos Estados Unidos – onde montou um bufê de festas – desde 1992. Sua carreira no futebol foi curta, mas não menos simbólica. Em 1975, ela sofreu um acidente que a tiraria dos gramados. Numa viagem entre Belo Horizonte e São Paulo, o ônibus da Viação Cometa em que viajava capotou. Lea se submeteu a 98 cirurgias para não perder a perna.
Ela por ela
“Comecei a me interessar por futebol em Belo Horizonte, depois da inauguração do Mineirão, em 1965. Tornei-me uma cruzeirense fanática, que seguia o time para todos os lados. Não entendia nada de futebol, mas gostava do ambiente. Só sabia que era gol porque o placar mudava. Um dia, assistindo a um jogo com o meu namorado na época, ele resolveu que eu tinha que aprender, porque não aguentava mais as minhas perguntas estúpidas. Fui então fazer o curso de arbitragem na Federação Mineira de Futebol. Fiz o teste, passei e me aceitaram no curso.
Para me formar, enfrentei os campos de várzea. Cumpri todas as determinações da CBD. Corria o ano de 1966. Aí começou a minha saga. Primeiro, o (João) Havelange me disse que a Constituição não permitia. Fui então atrás do Pedro Aleixo, o maior advogado do país na época. E ele me mostrou que na Constituição não havia essa proibição. Voltei no Havelange, que disse que a constituição física da mulher era muito frágil, não dava. Resolvi me submeter a um exame legista. Lembro que quando cheguei na Medicina Legal o legista me disse que nunca tinha feito o exame em pessoa viva. A próxima do Havelange foi: ‘E quando você estiver menstruada?’ Aí eu me lembrei das nadadoras. Entrar dentro d’água menstruada era muito pior do que correr atrás de 22 jogadores. Por fim, o Havelange falou: ‘Enquanto eu for presidente, mulher não apita, porque eu não quero.’ Respondi: ‘Acima do senhor há de ter alguém.’ Foi quando fui falar com o presidente Médici.
Para chegar até ele, fiz praticamente uma volta ao mundo em 180 dias. O encontro foi marcado na Granja do Torto, um almoço. Pior fim de semana de toda a minha vida. Governo militar, pensei que o bicho ia pegar para mim. Fui com medo, mas fui. Durante a viagem, imaginava um milhão de coisas horríveis. Cheguei a Brasília, fui bem recebida, almocei com o presidente e saí de lá com uma carta de próprio punho autorizando a minha diplomação.
Quando voltei à CBD, era o dia da despedida do Pelé do futebol brasileiro: 18 de julho de 1971. A imprensa inteira no Rio. O Havelange não queria me receber, eu ouvindo ele mandar me dispensar. Acabei entrando, entreguei a carta e ele logo mandou reunir a imprensa. Fez um discurso: ‘É com muita honra que levo ao mundo a primeira árbitra de futebol profissional.’ O Havelange me coroou. Um dia cruzei com o Pelé num hotel e ele lembrou que dividimos as manchetes do dia.
Em campo, eu era mais xingada pelas mulheres. As esposas dos jogadores diziam que eu queria era arrumar marido. Eu não estava preocupada com pioneirismo. Mas queria abrir essa porta, quebrar esse tabu. Toda vez que eu entrava no gramado representava uma batalha vencida. Tive a oportunidade de viajar o país inteiro e viajar o mundo, apitando futebol. Fui árbitra por quatro anos, quando sofri o acidente e quase perdi a perna.
Qual a minha maior felicidade naqueles quatro anos? Ouvir a torcida gritar: ‘Léa! Léa! Léa!’”
Fonte: TNT
Geral
Estudo mostra que é possível reverter envelhecimento em ratos com proteína de células humanas

Uma pesquisa realizada na China conseguiu reverter o envelhecimento em ratos e pode marcar o início do desenvolvimento de medicamentos antienvelhecimento, explicam os pesquisadores
. Os pesquisadores conseguiram estender em até quatro meses a vida dos animais e com qualidade, já que eles tiveram melhora na capacidade cognitiva e física.
No estudo, os pesquisadores focaram em uma molécula chamada miR-302b, que pode ajudar a retardar o processo de envelhecimento. Trata-se de um microRNA, um pequeno fragmento de RNA não codificado, envolvido na regulação genética.Para isso, utilizaram células-tronco embrionárias humanas cultivadas em laboratório.
Nos testes, foram utilizados camundongos vivos com idades entre 20 e 25 meses, equivalentes a cerca de 60 a 70 anos em humanos. Eles foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu exossomos humanos normais, o segundo, exossomos carregados com miR-302b, e o grupo de controle recebeu apenas soro. Os testes foram realizados ao longo de dois anos.
Os ratos que receberam os tratamentos em vez da solução salina viveram cerca de 4 meses a mais, em média.
Além disso, eles recuperaram o cabelo que havia se tornado ralo, atingiram um peso maior, conseguiram se equilibrar em uma haste giratória por mais tempo, entre outros resultados positivos em testes de capacidade física.
Fonte: G1
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Anvisa determina que animais não precisarão mais ser usados em testes de vacinas

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Papai Noel com síndrome de Down representa a solidariedade em bairro do RS afetado por enchentes

Em um bairro de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, um Papai Noel com síndrome de Down tem sido um símbolo de união e esperança para a comunidade de Galópolis. A região foi severamente atingida pelos deslizamentos de terra durante as enchentes de maio, que causaram mortes e deixaram muitas famílias fora de casa.
No bairro, moradores criaram a “Magia de Natal no Vale Iluminado”, com diversas atrações, e Jonas Echer, um metalúrgico de 36 anos com síndrome de Down, é o responsável por ouvir os pedidos das crianças. Apaixonado pelo Natal desde sempre, Jonas sempre sonhou em ser o Papai Noel.
Durante as noites de Natal, Jonas, com seu sorriso acolhedor, recebe as crianças na casa do Papai Noel. Ele se dedica a atender com carinho cada pedido. Para Jonas, esses pedidos e o carinho das crianças são uma verdadeira fonte de alegria. “Eu amo ser Papai Noel! Isso enche meu coração de felicidade”, afirma ele.
Galópolis, localizada a 12 km do centro de Caxias do Sul, é uma região histórica, que surgiu com a imigração italiana e se desenvolveu em torno de uma fábrica de tecelagem, fundada em 1892. O nome do bairro é uma homenagem ao empresário italiano Ércole Galló. Além das decorações natalinas, os moradores também enfeitaram os prédios e, um deles transformou o carro em um trenó, conduzindo um passeio pelo vale iluminado.
Fonte: G1
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