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O que é a Teoria das Cordas?

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Desde as primeiras décadas do século 20, com o desenvolvimento da Mecânica Quântica e da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, a ideia da obtenção de uma teoria que explicasse todos os fenômenos físicos conhecidos no Universo tem povoado a mente dos cientistas.
 
Conhecida formal e informalmente como Teoria de Tudo, a origem de sua busca remonta à tentativa de unir os dois maiores pilares da Física Moderna, aqueles das menores e maiores coisas que existem. Ambos descrevem os fenômenos físicos em suas respectivas áreas de atuação com uma precisão surpreendente, mas tanto a mecânica quântica quanto a relatividade falham quando aplicadas aos assuntos um do outro.
 
Muitas ideias foram levantadas, algumas hipóteses foram testadas, mas até o momento nenhuma delas conseguiu explicar completamente tudo aquilo que percebemos fisicamente no Cosmos. Contudo, há um modelo particularmente interessante e atraente apontado pelos físicos teóricos como a melhor candidata: a Teoria das Cordas.
 
Antes de tentar explicar o que é e quais são as principais características da Teoria das Cordas, é importante dizer que reduzir conceitos complexos a uma ideia apreensível em poucos parágrafos é uma tarefa delicada e requer discernimento por parte do leitor. O esforço, entretanto, é inteiramente válido! Vamos lá!
 
A Teoria das Cordas é o conjunto de suposições da física teórica que afirmam que a nossa realidade é composta por cordas vibrantes infinitesimais, muito menores que átomos ou até mesmo partículas subatômicas, como os elétrons e os quarks. Esse modelo descreve uma forma hipotética de como as forças que se manifestam significativamente em grandes escalas, como a gravidade, podem afetar as partículas que compõem a matéria ordinária.
 
Inicialmente proposta no início da década de 60, o desenvolvimento da teoria das cordas contou com a participação de muitos cientistas para o desenvolvimento da estrutura físico-matemática e tem sido, pelo menos nos últimos 35 anos, uma das ideias dominantes (e controversas) na física teórica de partículas, com mais artigos científicos surgindo dela do que a partir de qualquer outra abordagem.
 
O pontapé inicial da teoria das cordas é a suposição de que em vez de ser feito de partículas elementares, semelhantes a pontos sem dimensão, a matéria é composta por cordas unidimensionais que se dividiriam em cordas “abertas” (lineares) e cordas “fechadas” (em forma de laço), vibrando em diferentes frequências.
 
Essas diferentes frequências de vibração, juntamente com os diferentes comprimentos das cordas, seriam responsáveis por atribuir as características, digamos, de um fóton ou um elétron. Em outras palavras, uma corda dobrada e vibrando com uma frequência x poderia desempenhar o papel de um quark, enquanto uma outra corda vibrando com uma frequência y poderia desempenhar o papel de um neutrino e assim por diante, até contemplar um modo de vibração para cada partícula do Universo.
 
Embora a compreensão dos detalhes da teoria das cordas requerem uma bagagem considerável de física e matemática, alguns aspectos deste modelo podem ser apreendidos de forma intuitiva: por exemplo, analogamente à corda de um violão, uma corda infinitesimal possui uma tensão que está relacionada ao seu tamanho. Este é um parâmetro fundamental para a teoria.
 
Uma característica particularmente curiosa da teoria das cordas é o fato de que ela prediz o número de dimensões que o Universo deve possuir. Versões atuais da teoria das cordas (sim, existem mais de uma) exigem 10 dimensões no total, enquanto uma versão alternativa ainda mais hipotética, conhecida como teoria-M, requer 11.
 
Entretanto, muito longe de ser estabelecida como um paradigma científico da nossa realidade, a teoria das cordas enfrenta uma série de problemas: nenhuma das previsões do que deveria ser potencialmente observado em nosso Universo (como, por exemplo, a supersimetria, as dimensões extras, novas partículas, novos decaimentos etc.) foi confirmada e algumas parecem um sonho impossível, o que torna a teoria das cordas um alvo fácil de fortes críticas.
 
Em suma, toda observação que fazemos do Universo parece ser consistente com o seguinte resultado: nenhuma teoria das cordas explica a realidade. Isso não significa, contudo, que ela não possa ser verdade, pelo menos em algum aspecto. Talvez simplesmente ainda não existam maneiras inteligentes de detectar um efeito observável da teoria e que nos leve a uma nova compreensão do Cosmos.
 
Seja como for, trabalhos na teoria das cordas têm possibilitado avanços significativos no nosso conhecimento, sobretudo na matemática, nas áreas de geometria algébrica. Isso por si só é bastante notável. Se ela representa um aspecto real do nosso Universo ou não, estará escrito nos próximos capítulos da nossa história.
Fonte:TecMundo
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Pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

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As mulheres que fazem sexo menos de uma vez por semana podem ter mais probabilidade de morrer cedo do que aquelas que se envolvem em relações sexuais com maior frequência, é o que sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos. Além disso, os pesquisadores também notaram que o sexo mais frequente reduz as chances de morte precoce em homens e mulheres com depressão.

No artigo, os autores comentaram que a atividade sexual é importante para a saúde cardiovascular geral dos humanos, possivelmente devido à redução da variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do fluxo sanguíneo. “Usando as descobertas do nosso estudo, podemos inferir que a atividade sexual pode melhorar a perda de função que pode ocorrer com a idade e a progressão da doença”, disseram os investigadores.

 

A importância da vida sexual

Para chegar a qualquer conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 14.542 indivíduos dos EUA registrados como parte de uma pesquisa nacional de saúde feita entre 2005 e 2010. No total, 2.267 participantes forneceram detalhes sobre suas vidas sexuais, com 94,4% deles afirmando terem relações pelo menos uma vez por mês. Além disso, 38,4% responderam fazer sexo mais de uma vez por semana.

Estudos anteriores já indicavam que os norte-americanos médios faziam sexo 54 vezes por ano — o que se aproxima de uma vez por semana. Então, os pesquisadores decidiram classificar as pessoas entre aquelas com alta e baixa frequência sexual, dependendo se tinham relações acima ou abaixo dessa média.

No geral, mulheres com baixa frequência sexual tinham 1,7 vezes mais probabilidade de morrer por qualquer causa até o final de 2015 do que aquelas com vidas sexuais mais agitadas. Apesar de não encontrar a mesma resposta em homens, os pesquisadores ficaram surpresos ao observar que a relação sexual parecia ter um efeito direto no impacto da depressão para a saúde de ambos os sexos.

 

Efeitos benéficos

Mesmo após ajustar fatores de risco, como obesidade, idade avançada e status socioeconômico, os autores chegaram a conclusão de que pessoas que sofriam de pressão tinham cerca de três vezes mais probabilidade de morrer durante um período de baixa frequência sexual.

 

Fonte: Mega Curioso.

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Donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

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O patrimônio dos donos do Grupo Globo disparou R$ 16 bilhðes, cerca de US$ 2,8 bilhões, no último ano, segundo divulgou a revista Forbes. A empresa pertence a João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho. Juntos, eles possuem uma fortuna de US$ 9 bilhões, cerca de R$ 51 bilhões.

No ranking de 2024, os três proprietários da Globo tinham um patrimônio total de US$ 6,2 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Porém, mesmo com a alta do dólar em relação ao real, o patrimônio da família Marinho cresceu cerca de 45% em um ano.

A Forbes divulgou que cada filho de Roberto Marinho, fundador da emissora Rede Globo, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 17 bilhões. A família, contudo, não é apenas dona do canal de televisão, eles são proprietários do portal g1, Globoplay, emissoras de rádio (como CBN e Rádio Globo), editora de livros, jornais e revistas impressas, além da produtora Globo Filmes.

O filho mais velho de Roberto Marinho, o Roberto Irineu Marinho também é proprietário da Fazenda Sertãozinho, que produz o café gourmet Orfeu.

 

Valor total do ativo de Globo cresce em 2024

A Forbes não detalhou qual calculo foi realizado para determinar o patrimônio da família Marinho. O último levantamento divulgado pelo Grupo Globo mostra que o total do ativo da companhia também cresceu.

Em 2023, a Globo possuia R$ 27 bilhões em ativos, valor que subiu para R$ 30,9 bilhões em 2024.

O lucro líquido do Grupo Globo mais que dobrou no último ano, de R$ 838 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024. A companhia registra o lucro depois de uma grande reestruturação, que contou com a venda de ativos e demissão de atores, diretores, autores, produtores. apresentadores e profissionais de outras funções.

Além disso, a Globo também pode ter sido beneficiada com a mudança do governo federal. A gestão Luiz Inácio Lula da Silva tem investido em publicidade nas empresas do grupo. Como mostrou Oeste, na soma de 2023 e 2024, o governo repassou mais de R$ 300 milhões para 0 conglomerado de mídia.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o valor destinado pelo governo Lula ao Grupo
Globo supera o montante de R$ 177 milhões que o Palácio do Planalto enviou à companhia durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

 

Fonte: Revista Oeste.

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Igreja Batista Filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

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A Igreja Batista Filadélfia de Santa Rosa promove no próximo sábado, dia 12 de abril, a 2ºedição do bazar solidário do projeto “Mãos Que Servem”, com uma proposta que une solidariedade, economia e cuidado com a comunidade.

O evento acontece das 9h às 14h, nas dependências da igreja, e contará com uma grande variedade de peças de roupas infantis, juvenis e adultas, todas em ótimo estado de conservação.

O destaque do bazar é o preço fixo de R$ 5,00 para a maioria dos itens. Além disso, haverá uma sessão especial com peças selecionadas com valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 30, oferecendo opções acessíveis para todos os gostos e necessidades.

Essa é a segunda edição do bazar, que já se consolidou como uma importante ação social da Igreja Batista Filadélfia. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Que Servem”, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a solidariedade por meio do voluntariado.

O evento também marca uma data especial para a comunidade: neste mês de abril, a Igreja Batista Filadélfia completa 72 anos de história em Santa Rosa, reforçando seu compromisso com o serviço cristão e o apoio à população local.

 

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