Geral
72,2% das estradas do RS estão ruins
Indicador registrou piora na comparação com o ano passado, puxado por agravamento em sinalização
Após ensaiar melhora no ano passado, a situação das rodovias gaúchas engatou nova piora. Sete em cada 10 trechos das vias avaliadas no Rio Grande do Sul apresentam algum tipo de problema, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada na manhã desta quarta-feira (29).
O raio x realizado pela entidade mostra que 72,2% da malha rodoviária do Estado não está em boas condições. No ano passado, esse percentual ficou em 66%. Esse indicador leva em conta vias em estado regular, ruim ou péssimo. As demais — 27,8% — entram no rol das consideradas ótimas ou boas.
A edição 2023 da Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 8.798 quilômetros em solo gaúcho, fatia que representa 7,9% do total pesquisado no país. O levantamento se espraia por toda a malha pavimentada das rodovias federais e pega os principais trechos estaduais.
Abrindo os dados pelos critérios usados pela CNT, a piora observada no Estado foi influenciada, principalmente, pela sinalização. Esse fator voltou a apresentar problemas, com 70,1% da malha rodoviária com sinalização regular, ruim ou péssima. No ano passado, esse indicador estava em 55%. Geometria e pavimentação seguem com situação problemática, mas com pouca oscilação ante o observado no ano passado.
O número de pontos críticos no Estado também cresceu, de 31 para 59 nessa análise anual. A pesquisa estima que os investimentos necessários para recuperar as rodovias no Estado com ações emergenciais de reconstrução, restauração e manutenção são de R$ 9,23 bilhões.
País
No país, 67,5% das rodovias estão no guarda-chuva que abriga as classificadas como regular, ruim ou péssima. Os percentuais apresentam certa estabilidade no estado geral levando em conta o dado do ano passado (66%). Em âmbito nacional, o estudo avaliou 111.502 quilômetros de rodovias pavimentadas. Esse montante corresponde a 67.659 quilômetros da malha federal e a 43.843 quilômetros dos principais trechos estaduais.
Segundo a CNT, a nova edição da pesquisa reforça a necessidade de “continuar mantendo investimentos perenes que viabilizem a reconstrução, a restauração e a manutenção das rodovias”.
Fonte: GZH